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Cesarino evoca flamenguistas históricos e avalia: "Pior do que está, só a insolvência"

- A gente tem uma preocupação, quer que o Flamengo se organize. Faz parte da nossa história, da história do futebol do Piauí. A gente tem que torcer para que isso seja possível. Não adianta o River estar bem e o Flamengo estar na situação adversa. 

Palavras do presidente da Federação de Futebol do Piauí (FFP), Cesarino Oliveira, com quem conversei por telefone na noite de ontem (19). Nas palavras dele, a entidade torce porque não pode interferir na eleição do Esporte Clube Flamengo, marcada para domingo (21). 

Foto: Wilson Filho/Cidade Verde

Cesarino disse que ainda não tinha conversado pessoalmente com o vereador Tiago Vasconcelos (PSB), único candidato inscrito, mas vê com bons olhos que alguém do meio político tenha se interessado no clube e possa usar seus contatos e influência em prol do rubro-negro. 

- Eu até que tenho visto, de repente, com bons olhos um vereador da capital ter interesse de assumir o Flamengo na situação em que ele está. Pode ser um alento. 

Perguntei se as polêmicas em torno do pleito podem tumultuar ainda mais a situação do clube. Para Cesarino Oliveira, esse já pode ser o fundo do poço:

- Eu acho que pior do que está aí, só a insolvência. 

O dirigente citou a situação patrimonial e a falta da sede social do clube e o adormecimento da torcida como problemas, mas apontou a mudança de diretoria como primeiro passo para se sair da crise:

- Há uma aversão muito grande dos torcedores do Flamengo e da imprensa com a diretoria que aí está. Isso é uma situação que é transparente. A gente espera que com uma nova diretoria isso possa trazer melhores dias. 

O presidente da FFP lembra que quem precisa se mexer para mudar os rumos do clube são os rubro-negros.

- Quem tem legitimidade mesmo para resolver essa questão são os sócios do Flamengo, e deveriam se reunir nesse momento. E é o momento. 

Mas Cesarino Oliveira citou que o Mais Querido tem torcedores e ex-presidentes ilustres e sugeriu que os mesmos também poderiam ajudar o clube a retomar seus velhos tempos. 

- Já tivemos pessoas de proa, da sociedade, como doutor Jesus Elias Tajra, Avelino Neiva, Leal Júnior, só para citar alguns. Essas pessoas não deixaram de ser Flamengo.