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Vaiado em solenidade, vice do Flamengo fala do futuro e rebate "torcedores de Facebook"

Seu nome é Everaldo Cunha, mas nos últimos anos seu sobrenome poderia ser "Polêmica". 

Ex-jogador, presidiu o Flamengo de dezembro de 2006 até o início de 2011, quando foi decretada intervenção judicial no rubro-negro. Nesse período, o Flamengo foi campeão piauiense em 2009. Mas opositores atribuem também ao dirigente os problemas financeiros do clube, que não possui mais sede social.

Por sinal, quanto mais se fala desse terreno, menos se entende. 

Após quatro anos fora da diretoria, Cunha retorna ao Flamengo como vice-presidente - sob protestos do grupo opositor denominado Resgate. Recebeu vaias na solenidade do início desta semana, na qual a diretoria foi apresentada para a sociedade. 

Foto: Fábio Lima/Cidade Verde

Everaldo observa o discurso do presidente Tiago Vasconcelos

Mesmo que insatisfeitos, os opositores parecem ter se conformado. Afinal, o presidente Tiago Vasconcelos é quem manda, e não o vice. 

Everaldo Cunha demonstra tranquilidade. Diz pensar no futuro do Flamengo e vê retrocesso do futebol piauiense no período em que esteve fora das decisões sobre o esporte. Afirmou não ser perfeito, mas não poupou críticas ao que classificou como "torcedores de Facebook". 

Quem ouviu, ouviu e ouviu nos últimos meses agora falou, falou e falou. E com um discurso de quem não voltou para ver o tempo passar. 

Veja algumas frases e ouça a rápida entrevista concedida ao Cidadeverde.com. Depois, tire suas conclusões:

- Dos quatro anos, em só um ano eu não ganhei título. Eu me sinto um cara altamente vitorioso no futebol. E é bom você ser julgado após a sua administração. Quando a gente entra é todo o tempo palmas, coisas boas. 

- Vou usar toda a minha experiência no que o presidente precisar, para que o Flamengo não viva só de festas e entrevistas. O Flamengo é pesado. Você tem que ter sangue no olho. 

- Agora, eles (opositores) dentro da diretoria, vamos cobrar também deles. Vou ser um vice que vou ser cobrado, mas vou poder cobrar também agora. 

- O nosso futebol vinha numa aceleração, numa margem de 50, 60 por hora, e de repente ele voltou lá para trás. Quando eu deixei o Flamengo, eu deixei a um passo para uma Série C, uma Série B. 

- O legado que eu deixei lá atrás foi proveitoso e eu voltei para passar isso para o Tiago e mostrar que a gente pode fazer um Flamengo forte e resgatar o torcedor.

- Torcedor que só se esconde em Facebook também não funciona. Torcedor que pode reclamar é o torcedor que vai ao estádio. Esse é o verdadeiro torcedor do Flamengo.

- Você sabe o que você acertou, mas você sabe também que você errou. (...) Eu quero ser sempre 50 mais um. Eu não quero ficar nos 49%. Se eu agradar metade mais um já tá bom demais.