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River 1x1 Palmas - Galo castigado por errar demais

Foto: Eduardo Frota/Cidade Verde

Esquerdinha perdeu pênalti e o River perdeu a pontaria durante a partida

O jogo era com o time montado um dia desses para a Série D do Brasileirão. O River era favorito com a obrigação da vitória. Mas a expectativa não virou realidade. 

Se o Palmas não tinha entrosamento, certamente iria jogar na defesa. Empatar ou perder de pouco seria lucro para os tocantinenses, que nas partidas seguintes conseguiriam se ajustar.

O Palmas abusou da defesa, em especial no primeiro tempo. A impressão é de que só existia jogo de um lado do campo. O placar de 1 a 0 era magro para o volume de investidas tricolores. E o empate na infelicidade do gol contra de Índio só mostrou que até nesse lance a bola era do River.

Mas não adiantou nada o River ter 110% de posse de bola e ser inoperante nas finalizações. 

Titular de última hora, Luís Jorge fez um bom primeiro tempo do lado esquerdo. O mesmo não dá para dizer do colega Tote, que do outro lado do campo fez um jogo abaixo da média. 

Fabinho usou sua velocidade, marcou gol e fez partida relativamente boa. A tarde não foi de Eduardo. 

No meio, Esquerdinha andou longe de lembrar aquele jogador que sempre trazia esperança de gol na Copa do Nordeste. Bateu mal um pênalti, errou passes e não voltou no intervalo.
 
Flávio Araújo tirou Esquerdinha e botou Léo Olinda. O meia tem qualidade, melhorou o passe tricolor. Mas o problema não era a bola chegar, e sim a bola balançar a rede. 

Veio então Célio Codó para reforçar o ataque tricolor. O estreante pouco fez com a aplicada e chata defesa do Palmas. Na sua melhor chance, acabou parando nas mãos do goleiro Carlão, herói do time tocantinense na partida. Palmas para ele. 

E quando não foi Carlão, foi o assistente que levantou a bandeira de forma equivocada em pelo menos dois lances do River - sendo um deles uma jogada flagrante de gol - para assinalar impedimentos que não existiram.

Mas não adianta culpar arbitragem. E nem reclamar das vaias da torcida, que apoiou o time ao longo do jogo e chiou mesmo no fim. Por sinal, foram pouco mais de 4 mil torcedores, número bom se considerado o fato do Palmas ser desconhecido, não ser atração por aqui.

O River precisa transformar todo esse volume de jogo em gols. Contra o Palmas, faltou mais pontaria do que qualquer outra coisa. Faltou dominar a bola e mandar para a meta, e não receber e emendar um foguete pra qualquer lugar.  

Talvez fora de casa, contra o Santos (AP) no próximo domingo, o bom toque de bola tricolor seja mais favorecido com os donos da casa buscando o gol e abrindo espaços. Mas o time tricolor precisa achar uma saída para vencer em casa. Todos já conhecem a equipe da Copa do Nordeste e o River não conhece ninguém. É preciso surpreender.