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River 0x0 Guarani (CE) - O fantasma continua no Albertão

E teve fantasma aparecendo ao vivo para todo o Brasil.

Arte - Cidadeverde.com

De novo. Parece replay. 

Em 2014, o River começou a Série D com uma vitória fora de casa - 2 a 1 no Guarani de Sobral (CE) - e dois empates no Albertão: 1 a 1 com o Remo (PA) e 0 a 0 com o Moto Club (MA). 

A infeliz coincidência chega até aos placares. Em 2015, o Galo ficou no 1 a 1 com o Palmas (TO). E agora no 0 a 0 com o Guarani de Juazeiro do Norte (CE). Um meio "Rivengo", com o Zuza, Augusto e Roberto Jacaré jogando do lado cearense. 

O River é líder isolado do Grupo A2, mas não convence. Domina o jogo e até empolga. Parece ter 200% de posse de bola, mas não aproveita. Toca, toca, toca, a bola chega na área, mas a finalização para o gol é ruim. 

No primeiro tempo, as melhores chances surgiram quando a trama no meio do campo foi mais rápida. Em geral, tem faltado velocidade ao River para chegar ao ataque. Não que ter esse domínio de bola seja ruim, mas o ataque do Galo difícilmente pega a defesa adversária desprevinida. 

O time cresceu na reta final da primeira etapa, mas falhou. A furada de Eduardo na cara do gol foi de lascar. Célio Codó chutou com perigo só no fim do primeiro tempo, e o goleiro Alberto defendeu bem. 

Quem não faz, leva. Ou quase leva. A sorte do River no segundo tempo foi que na cobrança de falta de Otacílio a bola raspou a trave tricolor.

Mas tal qual no empate com o Palmas, a bola passava mais tempo na defesa do Guarani do que o contrário. 

Flávio Araújo tirou Índio da zaga e colocou Fabinho no ataque. Há quem reclame de Fabinho não ser titular. Mas a mudança não se converteu em gol. O River ficou com três atacantes, se abriu mais, e o Guarani passou a ter chances no contra-ataque. 

Na melhor chance dos jogadores que saíram do banco, Fabinho deu passe em velocidade para Carlinhos. Jogada que seria perfeita, não fosse a finalização. Em resumo, o River ganhou um pouco mais de velocidade, mas pecou no chute final. Quando acertou, o goleiro Alberto defendeu. 

Talvez o River tenha sentido falta de um Léo Olinda mais inspirado. O time de Flávio Araújo faz tudo certo: se defende bem - até com os atacantes reforçando a marcação quando necessário -, domina a posse de bola e diminui as chances do adversário. Mas falta o gol. E sem gol, não adianta jogar bem. Falta velocidade nas investidas tricolores. E falta acertar a pontaria. 

O fantasma continua no Albertão. A próxima chance para expulsá-lo será no dia 16 de agosto, quando receberá o Imperatriz (MA) no aniversário de Teresina. Imperatriz, Teresa Cristina, tudo a ver... Antes disso, o Galo vai ao interior maranhense no fim de semana. E se não está dando para vencer em casa, fora dela virou obrigação.