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Sarah Menezes lança instituto com seu nome e aguarda Rio 2016: "Vou lutar como em Londres"

Fotos: Fábio Lima/Cidade Verde

Falta um ano para a pira olímpica ser acesa no estádio do Maracanã. E Sarah Menezes não estará lá. Calma, pessoal. No dia 6 de agosto, a partir de 10h da manhã, a piauiense deverá lutar na Arena Carioca 2, no primeiro dia de competições do judô nos Jogos Olímpicos. Assim como em 2012, é improvável que ela participe da cerimônia de abertura, no dia anterior. Deve ficar concentrada como agora, no Rio de Janeiro, onde treina para o Campeonato Mundial, que será disputado no fim do mês no Cazaquistão. 

No Rio de Janeiro desde julho, Sarah Menezes só terá sua rotina interrompida nesta semana de contagem regressiva para os Jogos Olímpicos. Ontem (4), encontrou a campeã do UFC, Ronda Rousey, que visitou o Instituto Reação, um dos locais de treinamento da piauiense em solo carioca. Nesta quarta (5), após participar de um programa de TV, terá compromisso com um patrocinador. O assédio da imprensa termina na terça-feira, quando ela embarca para o período de aclimatação na França. 

O papo com a judoca foi rápido para não atrapalhar seus treinamentos. Sarah Menezes falou da expectativa para Rio 2016 e da pressão de ser a atual campeã olímpica: tanto a que vem da torcida, como das adversárias que querem vencer medalhista, e até mesmo da imprensa, que em 2015 passou a cobrar dela melhores resultados. Aproveitando que falta um ano para os Jogos Olímpicos, anunciou a criação do Instituto Sarah Menezes.

Na Esportiva: Qual a sensação faltando um ano para os Jogos Olímpicos? Aumenta a expectativa?
Sarah Menezes: Muito boa. Fico feliz de estar perto (das Olimpíadas). Não tenho pressa. Estou treinando para quando chegar o dia eu estar 100%. 

Sendo a atual campeã olímpica, a Sarah Menezes tem sido muito estudada pelas adversárias?
Muito. Sempre. Não tem como (não ser visada). Ainda mais como é próximo da Olimpíada, todos os atletas estão sendo bem visados.

Mas além de ter se poupado para o Mundial de Judô, a ausência do Pan de Toronto serviu para a Sarah não ser tão vista pelas adversárias?
Eu acho que até para tirar o foco em cima da Sarah. É todo tempo: Sarah, Sarah, Sarah... Eu acho bom quando a mídia cai em cima de todo mundo e não foca em um atleta só. Isso não é muito positivo. 

E esse quimono dourado pesa ou você nem lembra que vai chegar no ano que vem com o ouro olímpico no currículo?
Nem lembro. Vou lutar como em Londres.

Agora fala sobre o Instituto Sarah Menezes. Como surgiu essa ideia?
O Instituto está surgindo para captar mais recursos e fazermos um trabalho mais amplo com o meu nome. É uma ideia em conjunto, para crescer ainda mais no estado e ter uma estrutura melhor. A Associação de Judô Expedito Falcão é a mesma coisa, está dentro do instituto. Acreditamos que iremos crescer. 

 

 

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