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River 2x1 Imperatriz: será se foi a camisa?

Parece que o fantasma foi embora. Foi difícil, mas o Galo expulsou ele. Finalmente, o River venceu em casa na Série D do Brasileirão.

Foram mais de 10 mil torcedores no estádio Albertão - mais cobrando do que empurrando o time, diga-se de passagem.

Quem estava acostumado a ir ao Albertão torcia para o time vermelho. Ontem foi o contrário. O River jogou de branco, ao invés do uniforme principal, usado em todos os jogos anteriores do Galo em casa na Série D. Terá sido a camisa? Vou começar a acreditar que ela ajudou.

 

Contra o Imperatriz, o River repetiu o enredo das partidas anteriores. Coeso, disciplinado taticamente e com maior domínio da bola. Continua a tocar, tocar, tocar e não finalizar. E quando finaliza, ainda chuta mal. Mas só faz gol quem chuta. E o time já melhorou um pouco nesse aspecto, tanto que acertou a trave duas vezes - e nas duas jogadas de gol.

Não estou dizendo que o ataque de todo agradou. Raphael Freitas teve a chance de fazer um bom jogo e desperdiçou. Célio Codó entrou no segundo tempo e também foi vaiado pela torcida. 

No primeiro tempo, o River poderia ter saído com dois ou até três gols de vantagem. Mas o único gol da etapa saiu porque o zagueiro Paulo Paraíba pegou o rebote da cabeçada de Raphael Freitas, que acertou a trave. Em cima da linha do gol vazio, a bola gritava "me chuta".

No segundo tempo, o gol do Imperatriz surgiu na falha de marcação do River. Na cobrança de escanteio, não ficou ninguém no segundo pau. Rubens ficou sozinho com o goleiro Naylson e fez. 

A vitória veio depois de um siribolo e um chute de Rafael Araújo, que na cara do gol mandou para a lateral direita. Na volta da jogada, Fabinho cabeceou na trave e Esquerdinha pegou a sobra, fazendo 2 a 1. 

Ainda acho que o River sofre sem precisar. O time joga bem, mas precisa ser mais efetivo. Ou mais "agudo", adjetivo da moda entre comentaristas esportivos. 

Contudo, há outra verdade: o Galo parece ter vencido seu maior adversário até agora no Grupo A2 da Série D. O Imperatriz, ao contrário de Palmas e Guarani, não veio a Teresina para arrancar um empate - e teve até chances de vencer. Apesar das críticas, o grupo tricolor merece elogios.