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Após abdicar de torneios, Sarah Menezes tentará medalha inédita no Mundial de Judô

Nesta segunda-feira (24) começa a competição mais importante do judô mundial. No Cazaquistão, mais de 800 atletas de todo o planeta em busca do principal título da modalidade, e restando menos de um ano para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. E foi para tentar o pódio na cidade de Astana que Sarah Menezes não compete desde abril. 

Nos últimos quatro meses, a campeã olímpica poderia ter disputado os Jogos Pan-Americanos, em Toronto, no Canadá. Mas se poupou para o Mundial e alternou treinos em Teresina (PI), Rio de Janeiro (RJ) e Porto Alegre (RS). Em maio, Sarah Menezes chegou a viajar para o Azerbaijão, mas não lutou no Grand Prix e seguiu direto para os treinamentos no Japão. 

Nesse período, a piauiense acabou perdendo pontos no ranking mundial, e caiu das primeiras posições para o décimo lugar. Isso já era previsível. Da mesma forma que se espera que no retorno aos torneios ela justifique a preparação especial e o quimono dourado que veste. Se disputar uma final, já terá conquistado uma medalha inédita na carreira - são três bronzes em mundiais sênior. 

Foto: Daniel Ramalho/CBJ

O blog Na Esportiva conversou com Sarah Menezes antes dela deixar o Brasil rumo ao Mundial de Astana. 

Na Esportiva - Você acredita que a estratégia de deixar de disputar os Jogos Pan-Americanos vai dar certo?
Sarah Menezes - Eu acredito muito. O Pan é uma excelente competição. Tem muita mídia em cima. Tem muita pressão em cima, está próximo dos Jogos Olímpicos. Eu achei importante, sim, a minha não ida para os jogos e focar o mundial. 

No Pan você foi substituída por Nathália Brígida, que vai com você para o Mundial de Astana. Como você avalia o desempenho dela? 
Ela teve um bom desempenho, mas poderia ter ido mais longe. Ela é muito jovem ainda. A Confederação está começando a investir para os próximos Jogos Olímpicos na categoria menos de 48kg. Ela ainda tem que evoluir, participar de muitos treinamentos, melhorar a carcaça, porque é diferente você lutar com atleta do Brasil, com atletas europeias e atletas da pan-america também, que se jogam muito no chão. Tem a regra, tem muita coisa englobada. Eu vejo que a CBJ está fazendo a mesma coisa que fez comigo quando eu surgi, de colocar nas viagens e treinamentos, para que possa mesmo tirar essa ansiedade, o nervosismo, e fazer com que a atleta se desenvolva. Está no caminho certo. 

Para o Mundial de Astana, você vai levando alguma carta na manga? Algum golpe foi treinado em especial?
Sempre tem, tem que conseguir é fazer na hora da luta, porque não é facil. Cada uma estuda. Tem a resistência ali. Nem todo mundo dá uma facilidade. Quando dá facilidade você consegue encaixar alguma coisa.