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Duvidaram, mas o Piauí vai ter Segunda Divisão

E duvidaram que a Segundinha do Piauí iria voltar. "Ah, não vai ter time..." era a frase que mais se ouvia. "Ah, Picos e Comercial não vão querer jogar" era outra. 

A reunião de ontem (25) na Federação de Futebol do Piauí confirmou tanto Picos e Comercial como a volta do Oeiras, a estreia do Altos e o chegada do Timon. Sim, a segunda divisão piauiense deverá ter jogos na cidade do Maranhão. 

E o número de clubes pode chegar a seis caso São João do Piauí confirme sua inscrição até quinta-feira (27). 

Já se foram oito anos e a Segunda Divisão do Campeonato Piauiense retorna sem o formato que a tornou motivo de piada. Naquela época eram seis times e quatro subiam para a Primeira Divisão. 

Agora a Segundinha (que se um dia tiver mais de 10 clubes eu chamo de Segundona) volta para moralizar a participação dos times no Campeonato Piauiense. O torneio é fundamental nesse processo. 

Obrigar de vez todos a disputar a divisão de acesso evita que um clube surja, entre logo na Primeira Divisão, feche as portas dois anos depois e queira voltar quando bem entender. A Segunda Divisão mostra aos dirigentes que entrar em competição não é brincadeira. E sair dela também não. 

Por essas e outras eu sempre fui o defensor da Segunda Divisão. Mas que o torneio seja feito como deve ser. Uma disputa de verdade e que siga as regras. 

Apesar de defender a FFP e entender a intenção de iniciar logo o torneio por conta de outras competições que precisam ser realizadas, não vou deixar de registrar o anúncio de que a Segundinha começará em 27 de setembro. Não há nem tabela e já se sabe que o torneio começará em 30 dias. O Estatuto do Torcedor determina 60 dias de antecedência. A mesma FFP que já divulgou tabelas e regulamentos com até 90 dias de antecipação nessa mesma gestão, deixa a lei de lado pela segunda vez em 2015 - a primeira foi na Copa Piauí, que começará poucos dias antes do prazo legal.  

Compreender eu até compreendo. Concordar é outra história. Reclamar vai dar em nada? Isso mesmo. Mas faço o registro. Não se pode abrir precedente para que no futuro os atuais ou outros dirigentes venham a fazer o mesmo.