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De volta ao Piauí, Vicente Lenílson aposta no Brasil em Rio 2016 e critica imediatismo por resultados

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Mesmo aponsentado, Vicente Lenílson ainda é um dos velocistas mais rápidos da América do Sul - correu os 100 metros rasos em 2004 com o tempo de 10seg13. Potiguar de Currais Novos, ele integrou o time brasileiro de prata do revezamento 4x100m nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, ao lado do piauiense Cláudio Roberto Souza. O agora ex-atleta se reveza nas atividades do instituto que leva o seu nome, no Mato Grosso, e nas viagens como embaixador de eventos esportivos, como a Maratoninha, que o trouxe de volta a Teresina (PI) neste fim de semana. 

Enquanto a garotada corria no estacionamento da ponte estaiada, na manhã deste domingo (20), Vicente Lenilson conversou com o blog. Feliz por ver crianças de todas as idades mostrando seu talento, ele aguarda com otimismo pelos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Otimismo que vai supera as críticas ao atletismo brasileiro pelo baixo número de medalhas no Pan de Toronto, em relação as edições anteriores. Quem superou as adversidades para vencer como atleta no sertão nordestino deixa um recado: conquistas no esporte não surgem da noite para o dia. 

Como você se sente sendo referência no esporte e de volta ao Piauí, vendo tantas crianças praticando o atletismo?
Feliz, principalmente hoje por ser a 12ª etapa da Maratoninha e tendo conhecimento que atletas estão defendendo a cidade e o estado do Piauí e começaram nessa Maratoninha há 12 anos. Isso mostra que o projeto é viável, lucrativo para a sociedade. As crianças precisam disso, de incentivo ao esporte, de incentivo a cultura, a educação. E nós já vivemos em um país tão sofrido. Então vamos mudar o rumo desse país através do esporte. Esse é um bom momento. 

Você mantém um instituto com o seu nome. Como está esse projeto?
Eu tenho o Instituto Vicente Lenílson na cidade de Cuiabá (MT). Hoje trabalhamos com 140 crianças e mostrando para eles que da mesma forma que eu consegui eles também conseguem.

Os Jogos Olímpicos estão chegando. Qual a importância desse evento no Brasil para essa garotada?
A Olimpíada com certeza é o maior incentivo. As crianças vão ver o show que vai ser, vão conhecer pessoas do mundo inteiro, vão acompanhar pela TV ou pessoalmente. E assim vão querer ser um grande atleta, como os atletas que vão estar nos Jogos Olímpicos.

Surgiram críticas ao desempenho do atletismo do Brasil no Pan de Toronto. Como você acredita que vai ser esse desempenho nas Olimpíadas?
Eu tenho certeza que vai ser a melhor participação do Brasil em todos os Jogos Olímpicos. Nós brasileiros nos acostumamos a reclamar de tudo. Mas nós não reclamamos do pouco incentivo que o esporte tem. É difícil você competir com países igual a China, Estados Unidos, onde a criança recebe uma estrutura do esporte já no berçário. Não podemos viver no esporte de imediatismo, "a Olimpíada é amanhã, vamos ganhar amanhã". Isso vai ser impossível.