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Bronze de Francinaldo Segundo confirma volta dos bons resultados do judô do Piauí

  • judo01.jpg Foto: Lara Monsores/CBJ
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Há três anos, quando Sarah Menezes conquistou a medalha de ouro olímpica, a situação do judô piauiense não era tão boa quanto o resultado em Londres poderia demonstrar. Faltavam nomes nas categorias de base. E quem subiu da base não demonstrava os resultados esperados. 

No último fim de semana veio a confirmação de que essa situação começou a mudar. O bronze de Francinaldo Segundo no Campeonato Brasileiro Sênior fechou um bom ano do judô piauiense.

Teve até uma cena que nossos judocas nem estavam mais acostumados a ver. O técnico Queiroz Filho ergueu o troféu do quarto lugar geral no torneio masculino - graças ao bronze de Francinaldo e a prata de Roberto Gomes, que treina no Rio de Janeiro e vai defender a Associação Judô Queiroz no Grand Prix Interclubes. 

E poderiam ser mais medalhas. Fabrício Alves e Hayssa Ewellin perderam a disputa pelo bronze e ficaram com a quinta posição. 

Com o fim de todos os campeonatos brasileiros, o saldo é positivo. O Piauí só não foi ao pódio no Sub-18. Na temporada, foram seis medalhas nas competições oficiais da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), sendo duas de ouro. 

Michelly Silva foi campeã no Sub-13. Mariana Almeida levou bronze no Sub-15. João de Deus Sobrinho conquistou o ouro no Sub-21 e a prata no Sub-23, onde Lilian Lopes faturou bronze. E agora o bronze de Francinaldo Segundo. 

Dois fatores podem explicar essa retomada. O primeiro é o reforço na busca de novos talentos, e o projeto Superação é um bom exemplo Michelly Silva veio dele e cinco das seis pódios nacionais de 2015 são da Associação de Judô Expedito Falcão. O outro ponto é o esforço nos treinamentos. Além das atividades diárias nas academias, os judocas participam do chamado "treino da Federação". Mudam a rotina, recebem dicas de outros técnicos e crescem no tatame. 

Felizmente, o judô piauiense deixou de passar em branco em competições nacionais. Isso agora é só a cor do quimono. Mas ainda dá para melhorar. Há material humano para em 2016 entrar no ciclo olímpico visando os Jogos de 2020, em Tóquio. O que está dando certo deve continuar e ser aprimorado, para que possamos ter alguém além de Sarah Menezes no circuito internacional.