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O Ypiranga não é o Lajeadense

O torcedor tricolor está empolgado com os dois últimos jogos do River em casa, duas vitórias por 3 a 0 no estádio Albertão. Tem gente falando em fazer a trinca neste sábado (24). Mas contra o Ypiranga (RS), não deve ser a mesma coisa. 

O histórico do Ypiranga na própria Série D sinaliza que os gaúchos serão mais duros que os dois adversários anteriores do River. No primeiro jogo das quartas-de-final, contra a Caldense (MG), o time vencia fora de casa com dois jogadores expulsos, cedendo o empate apenas na reta final da partida e com um pênalti para lá de duvidoso. 

A partida entre River e Ypiranga foi antecipada de domingo para sábado, mas em termos físicos isso foi trocar seis por meia dúzia. Os tricolores só tiveram três dias para treinar após voltarem de Lajeado (RS). O Canarinho gaúcho também treinou por três dias, porque teve de viajar para cá. 

A remarcação do jogo virou desvantagem para o River por outro fator. Enquanto o Ypiranga decidiu a classificação em casa dois dias antes do Galo e teve tempo para conhecer o adversário, o time piauiense teve apenas de quarta-feira para cá para estudar a equipe de Erechim. 

O próprio Flávio Araújo admitiu ter visto pouca coisa do Ypiranga - por mais que eu não acredite 100% nisso, mas concorde que o tempo foi curto. 

Do outro lado, ao desembarcar em Teresina nesta sexta-feira (24), Leocir Dall’Astra já demonstrou ter conhecimento do que o Galo pode fazer. Teve a semana toda para isso. 

Os gaúchos vão sentir o calor? Vão, apesar do jogo à noite. Mas eles vão dar trabalho. Tomara que eu queime a língua, mas pode ser o jogo mais difícil do River na Série D até o momento. Falar isso não é ser pessimista. Apenas é preciso entender que agora são as semifinais. São os times que conseguiram o acesso para a Série C. E para vencer, o peso de 28 mil torcedores no Albertão pode fazer a diferença.