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Torcida atirou latas, laser e até picolé no gramado do Albertão

A súmula do árbitro Paulo Salmazio, do Mato Grosso Sul, só faltou dizer que o picolé era da Kifruta, tantos foram os detalhes em relação as bobagens feitas por alguns torcedores no estádio Albertão no último sábado, quando o River venceu o Ypiranga (RS) por 2 a 0. 

O documento, divulgado na segunda-feira (26) pela CBF, aponta que um picolé foi atirado contra o banco do Ypiranga nos primeiros minutos de jogo. Ninguém foi atingido. Tanta gente procurando um picolezeiro no Albertão no meio da multidão e não encontrava... 

Quem é de fora pode até achar que isso aconteceu por falta de costume. E vai ver é mesmo, no sentido mais literal. Fazia tempo que o torcedor não se empolgava tanto. No primeiro gol do River, a comemoração foi tamanha que latas voaram das arquibancadas. E isso também tá na súmula. 

No segundo tempo, ainda apareceu um gaiato com laser, apontando o brinquedo para o rosto do goleiro do Ypiranga. O jogo foi até interrompido. 

Pela súmula, o coronel Sá Júnior e seus comandados da Polícia Militar do Piauí podem ser considerados heróis da torcida riverina. Dos incidentes citados, todos tiveram suspeitos identificados. Isso atenua a punição a ser recebida pelo River. 

Tudo isso pode implicar em multa para o River e até perda do mando de campo. Já pensou passar para a final da Série D e ter de jogar a decisão, digamos, em São Luís (MA)? Sim, porque no Piauí não tem estádio maior para o público que o River está reunindo. 

Vamos comemorar sem fogos, sem jogar latas, sem apontar laser e sem pico... Não, o picolé ajuda a matar o calor. Picolé no estádio pode. É só não jogar no gramado.