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Ninguém quer tanto esse título como o torcedor piauiense

Foto: Fábio Lima/Cidade Verde

O público no Albertão será quatro vezes maior que o jogo na casa do adversário. 

Foram 40 mil ingressos vendidos. Não deu pra quem quis. 

São mais de 40 mil pessoas querendo ir ao estádio. E não é para ver time da Série A. 

O efeito River chega a ser mais devastador no público que o provocado pelo ouro olímpico de Sarah Menezes. O time de futebol nem precisou chegar tão longe quanto ela em Londres, há três anos. 

A fila para comprar ingresso era maior que a para apostar em Mega Sena acumulada ou sacar o Bolsa Família. 

Os varais de vendedores ambulantes não seguram camisas de Flamengo (RJ), Vasco, São Paulo ou Corinthians. 

Quem vende bandeirinhas tricolores para carros nunca lucrou tanto. 

O hino do maestro Luiz Santos nunca foi tão executado. Cinco décadas depois, virou até toque de celular. 

A sensação é de que em Teresina não se fala em outra coisa. E não se fala mesmo. 

E que me perdoem os torcedores do Botafogo (SP), que parecem ter se contentado com o acesso. Ninguém quer tanto esse título como o torcedor piauiense, independente do clube em campo. 

Ninguém quer tanto poder dizer para o mundo que tem algo para se orgulhar. Contar que na sua cidade há um clube que não tem medo de time grande. Gritar para todos que pode, sim, vencer. 

Essa paixão repentina pelo futebol piauiense representa muito mais coisas do que se imagina. E por tudo e mais alguma coisa, o piauiense merece esse título.