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Problemas do Albertão e Lindolfinho na pauta: de novo e até quando?

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com


Amigos leitores, ontem participei de uma audiência pública na Câmara Municipal de Teresina sobre a situação dos estádios Albertão e Lindolfo Monteiro. 

Sim, mais uma reunião sobre isso. Dessa vez fui convidado formalmente pelo vereador Inácio Carvalho e resolvi comparecer, mas como cidadão.

Pedi a palavra e disse que já cansei de discutir a situação precária dos estádios e não ver mudanças efetivas. Fiz um desabafo e pedi que os encaminhamentos não fossem meramente enviados para os gestores responsáveis, e sim entregues em mãos ao prefeito de Teresina e ao governador do Piauí, em audiências com os mesmos. Para que os setores envolvidos se unam e seja cobrado um compromisso de cada gestor. 

Faço esse registro porque fiquei até o fim da audiência, até ter a garantia de que esse pedido fosse registrado. E creio que seja importante para vocês, leitores, saber que isso deve ocorrer - até para que me cobrem e eu cobre os vereadores quanto a isso. 

O problema é que fica difícil acreditar que isso vá acontecer. Não pelas promessas do passado já nos calejarem. Mas pelo que foi visto na própria audiência. 

Quando os gestores foram falar sobre os estádios, veio a minha decepção. Logo no começo, quando o senhor Geovani Dias, representante da Fundespi, respondeu quantos lugares tem hoje o Albertão, foi corrigido pelo presidente da Federação de Futebol do Piauí, Cesarino Oliveira. Quem deveria saber o mínimo do estádio se enrolou na primeira informação. No geral, ele citou algumas propostas, como a mudança da sede da Fundespi para o Albertão. Mas tudo em fase de elaboração de projeto.

Depois veio Galba Coelho, da Semel, que admitiu os problemas do Lindolfinho, confirmou a licitação para as obras de adequações pedidas pelo Ministério Público, e ainda arranjou tempo para lamentar o que considera falta de divulgação das ações de esporte e lazer da Prefeitura por parte da imprensa - tudo a ver com o tema do encontro.

Ao longo da audiência, ainda surgiram críticas ao Ministério Público, quando os promotores deveriam ser elogiados. Cobram justamente o que os gestores demoram décadas para fazer. Se um ou outro promotor não faz sua parte, que seja denunciado. Mas que isso não sirva para encher discurso enquanto as obras não acontecem. 

Na audiência, eu disse que não quero ser convidado para outra sobre o mesmo tema porque estou cansado. Mas cansado de discussões repetitivas, não de cobrar o que tem que ser feito. O River subiu para a Série C e nossos estádios, que já deveriam ser de Série A, como falou o vereador Tiago Vasconcelos, precisam subir pelo menos para a mesma divisão. O cenário que vocês leram não é animador. Mas ou a gente mete a cara ou continua tudo como está - ou piora.