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Abdias Queiroz: cidadão piauiense e com quebra de protocolo

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Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

É de quimono, sem protocolo. Não dá para exigir traje de quem já esperou tanto tempo por esse dia. 

Teresina, 15 de dezembro de 2015. Abdias Lima de Queiroz, 81 anos, cearense de nascimento, piauiense de coração, de fato e de direito. 

Aí você vai para o plenário da Assembleia Legislativa do Piauí, lotado de nomes que fizeram a história do judô piauiense e da nova geração. Lá na frente, entra seu Abdias, devagarinho, quimono e faixa coral. Todos de pé batem palmas. E bate na memória as décadas de esforço e superação dessa turma toda. Nem adianta se fazer de durão. Só não chora quem não conhece. 

Danys Queiroz discursou e chorou. Presidente da Federação Piauiense de Judô e um dos nove filhos de seu Abdias, coube a ele o discurso que seria do pai - ainda forte, mas com a idade começando a pesar. 

Foi uma manhã para lembrar de medalhas e do título, e ressaltar a diferença entre eles. Como discursou Danys Queiroz, as medalhas são fruto do suor, dos treinamentos. O título é reconhecimento. E por mais que seu Abdias ouvisse de todos o quanto foi importante para o esporte piauiense, faltava o papel. 

Autor da proposição, o deputado Marden Menezes (PSDB) lembrou que a homenagem demorou, mas ainda bem que veio. 

Abraçado por cada um dos presentes, Abdias Queiroz foi para casa tranquilo. Sabe que agora seu legado tem um registro. Os homens vão, mas sua história fica.