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Quando o árbitro chega atrasado

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Povo de Picos!

O povo de Picos está em polvorosa. Não engoliu o atraso de duas horas para o início da partida contra o Parnahyba, no último sábado, na cidade de Fronteiras (PI).

A partida, marcada para 16h30, só começou quase duas horas depois porque o carro que trazia o árbitro Antonio Santos Nunes e seus colegas de trabalho teve um problema mecânico. 

Na súmula da partida, o árbitro explica o que aconteceu:

A torcida da SEP joga em Fronteiras por conta das confusões na Série B do Campeonato Piauiense de 2015. Das três partidas distando 100 quilômetros da Cidade Modelo, já disputou duas em Fronteiras, que fica a 97 quilômetros de Picos. 

Torcedores de Picos querem que alguém seja responsabilizado pelo atraso de sábado. Se o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) funcionou para eles, tem que funcionar para todo mundo. 

Nesse jogo do fim de semana, perdeu o torcedor que viajou para Fronteiras. Perderam os times, que se prepararam para jogar em um horário específico e tiveram alterada a programação antes da partida.

Fica a pergunta sobre o horário de saída dos árbitros de Teresina para as partidas no interior. E também outra questão: quando a culpa não é de nenhum time, quem é pelo menos julgado para saber se merece ou não punição? Foi algo inesperado e todo mundo tem que baixar a cabeça? E se houvesse transmissão de TV nesse dia? Imprevistos acontecem, mas o episódio merece ser estudado para que não se repita.