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Federação estuda critério para segunda vaga do Piauí na Série D do Brasileirão

Fernando Torres / CBF

 

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda não divulgou oficialmente, mas a Federação de Futebol do Piauí (FFP) já recebeu sinal verde para indicar um segundo representante do estado na Série D do Campeonato Brasileiro de 2016. 

Nesta semana, a CBF confirmou que o número de participantes no torneio vai subir de 40 a 48. A divisão das novas oito vagas não agradou federações que ficaram de fora do rateio. 

- Havia uma solicitação nossa, dos presidentes de federações, para que isso pudesse acontecer. Ontem fui avisado de que o Piauí teria o pleito da segunda vaga atendido - disse Cesarino Oliveira, presidente da FFP. 

A novidade ainda vai ser discutida pela FFP. Não está certo que a nova vaga na Série D será obrigatoriamente do segundo colocado do Campeonato Piauiense. 

Cesarino explica que a indicação também pode ocorrer por índice técnico. Ele lembra que os campeões de cada turno do estadual podem não ser necessariamente as equipes de melhor campanha em toda a competição. A decisão só sairá na próxima semana. 

Se o River, que já tem vaga na Série C, conquistar o 1º turno do Campeonato Piauiense, será certo que o vice-campeão estadual irá para a Série D. A outra vaga, nesse cenário, tende a ser do terceiro colocado, uma vez que este será conhecido pelo índice técnico. A FFP precisa fazer todas essas contas.

Série D inchada
Comenta-se que a Série D deve chegar a 64 clubes. É algo no mínimo estranho para um torneio que a cada ano apresenta desistentes entre os indicados pelas federações. Foi o que aconteceu com o Tocantins, que trocou seu representante no grupo do River já depois de encerrado o prazo para tal. 

Com o formato regionalizado, é possível também que os representantes do Piauí se enfrentem no mesmo grupo, ampliando as chances para um time do estado passar de fase. No entanto, o caminho para a vaga na Série C tende a ser mais longo - e consequentemente mais caro. A CBF vai arcar com os custos de transporte e hospedagem?

Tecnicamente, não parece uma boa ideia.