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O futuro decidido numa tarde de domingo

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Quem pregava um cenário de dias melhores não conseguiu cumprir a promessa. 

Sem as finanças equilibradas, salários atrasam.

Aos poucos, quem era aliado começou a pular do barco.

Chegou ao ponto de não saber se terá apoio neste domingo (17).

Não, não é a Dilma. É o Flamengo do Piauí. 

É mais fácil a Dilma conseguir os votos para barrar o processo de impeachment do que o Flamengo somar três pontos no clássico com o River, às 18h, no Albertão. Posso queimar a língua, mas o cenário hoje é esse.

O River caminha tranquilo rumo o tricampeonato estadual. O Flamengo conseguiu virar lanterna do segundo turno, atrás dos praticamente rebaixados Cori-Sabbá e Caiçara.

Se o Flamengo perder no domingo, talvez nem Jesus o salve. Nem Vladimir de Jesus, o técnico que veio para substituir Athirson com apenas quatro jogos para recuperar a equipe - e já perdeu o primeiro por 3 a 0 contra Picos. 

Athirson Mazzoli é, digamos, um "ipitimado". Não foi demitido, mas afastado - o que deve ocorrer com Dilma se, depois da Câmara, seu processo for aprovado no Senado. E como na política, seu afastamento não é unanimidade.

O problema é que, tal qual Dilma, Athirson não conseguiria fazer muita coisa se ficasse no comando do time. O rubro-negro trocou de jogadores como a presidente fez com seus ministros. Falta entrosamento. 

Pelo menos, Athirson não tinha um Michel Temer ao seu lado. Não que eu saiba. 

O fato é que o novo treinador, mesmo não sendo Jesus Cristo, precisa operar um milagre que reverta a situação. Assim como Dilma, que entra no jogo de domingo em desvantagem sem que a votação sequer tenha começado. 

E o que o torcedor rubro-negro espera é que o Flamengo ao menos lute. Seja firme como a presidente que descarta renunciar, mesmo acuada nas cordas pelo adversário. E se cair, que caia de pé. 

Domingo será o Dia D para o Flamengo. Se continua vivo e com o sonho de disputar a Série D do Brasileirão. Ou se junta os cacos e começa a pensar em 2017.