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Flamengo 3x1 Piauí - Augusto ressurge no apagar das luzes

Foto: Thiago Amaral/Cidade Verde

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Augusto não sabia o que era fazer gol desde o dia 10 de fevereiro. Marcou os dois da vitória por 2 a 1 contra o Caiçara. 

Em dois meses e meio, aconteceu muita coisa. O Flamengo jogou 10 vezes, foi semifinalista do 1º turno e caiu ante o River.

Algoz do River, Augusto perdeu gols inacreditáveis. E não foi só nos clássicos.

Mesmo assim, em março o atacante recebeu proposta do Itumbiara (GO), treinado por Zé Teodoro, ex-River. Cogitou aceitar. Conversou com a diretoria e resolveu ficar. 

Augusto ficou. E enfrentou os problemas denunciados pelo ex-técnico Athirson Mazzoli, em entrevista coletiva antes da partida. 

Daí eu passei a me perguntar se Augusto é mesmo artilheiro dos Rivengos. Ou seria ele bom mesmo em momentos decisivos. 

Na noite de ontem (20), horas depois de Athirson desnudar a precariedade rubro-negra, Augusto abriu 2 a 0 para o Flamengo sobre o Piauí, que vivia melhor momento no Campeonato Piauiense. O jogo terminou em 3 a 1.

O resultado deu um sopro de vida ao rubro-negro, que pode dizer adeus ao campeonato se River e Piauí vencerem Caiçara e Cori-Sabbá, respectivamente, no próximo sábado. Qualquer outro resultado é improvável em se tratando das piores equipes do torneio até agora, e por isso a eliminação do Flamengo ainda é uma questão de tempo. 

Mas vale ressaltar o desempenho de Augusto, em uma noite de Albertão vazio, propícia para o prematuro e triste fim do Flamengo na temporada. De reserva dos reforços que chegaram no rubro-negro, ele virou esperança, e depois frustração. Poderia ter ajudado muito mais o time. E volta a balançar a rede no apagar das luzes. 

É um retrato do próprio Flamengo em campo nesta temporada: empolgou no começo, caiu de produção, e começou a reagir quando tudo estava quase perdido.