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Após 16 anos, justiça para um medalhista piauiense sem medalha

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  • claudio02.jpg Reprodução/Facebook
  • claudio01.jpg Fernanda Paradizo/CBAt

Fábio Lima
fabiolima@cidadeverde.com

Em outubro de 2015, o jornal Folha de São Paulo revelou o drama do piauiense Cláudio Roberto de Sousa, medalhista olímpico sem medalha. 

Daquelas histórias que reforçam a ideia de que o Piauí e o piauiense são injustiçados, jogados para escanteio. No revezamento 4x100m nas Olimpíadas de Sydney, em 2000, todos os titulares e reservas do atletismo ganharam suas medalhas. Cláudio Roberto, não. 

Na noite de sábado (23), quando a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) fazia sua assembleia geral, o ex-velocista piauiense foi surpreendido por uma homenagem comandada pelo também medalhista André Domingos, que usou sua medalha para fazer uma réplica para o amigo. 

A iniciativa deveria ter partido do COI, do COB, da organização dos Jogos de 2000. 

Mas há uma frase no final do filme "A Felicidade Não Se Compra", um clássico de 1946, que resume as cenas da noite de sábado que me levaram aos prantos: "Nenhum homem é um fracassado quando tem amigos."

Nunca é tarde para se fazer justiça. E ao invés de receber a medalha sozinho, Cláudio chamou os colegas de revezamento para estarem ao lado dele no pódio. 

- Estou vivendo um sonho. Estou extremamente feliz, mas tão feliz que nem sei o que falar. Só muito grato a todos.

Campeã olímpica do salto em distância em 2008, Maurren Maggi disse que agora Cláudio Roberto pode perder a vergonha e fazer sua festa em Teresina. 

- Tudo isso foi muito emocionante. Chorei. Agradeço o que você fez pelo Brasil. Acho que você tem de fazer a festa em Teresina. Tem direito a caminhão do Corpo de Bombeiros e tudo.

Cláudio, estamos aqui em Teresina aguardando. 

E parabéns ao Nivaldo de Cillo e equipe da TV Bandeirantes. A história completa você vê na reportagem.