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O que vi no Rio: Tá faltando hamburguer

A espanhola Garbine Muguruza está a um ponto de vencer a partida contra a romena Andreea Mitu. A torcida começa a bater palmas em ritmo mais forte até fazer silêncio total, como é exigido nos torneios de tênis antes do saque. O som do silêncio é interrompido quando o gaiato grita:

- Acabou o X-Burguer!

Veio uma risada geral, o jogo prosseguiu e Muguruza venceu a partida  logo em seguida. Mas o torcedor falou uma verdade. 

Quem foi até a quadra central na noite de domingo (7) para ver Muguruza vencer e o argentino Del Potro eliminar Novac Djokovic em um dos jogos mais emocionantes do Rio 2016 até agora, se deparou com um centro olímpico de tênis sem comida. 

Hamburguer até tinha, mas estava no forno. Quem quisesse, teria de esperar. Alguns food trucks ficaram abertos só para vender bebidas. 

No primeiro dia o problema foram as filas gigantescas. No segundo dia de Jogos isso não existiu no Parque Olímpico da Barra da Tijuca. O acesso foi rápido em qualquer horário. 

No segundo dia, ficou mais claro que algumas coisas parecem ter sido subestimadas. Não que tenha faltado comida em todo o Parque Olímpico, mas quem entra no centro de tênis não pode sair para comprar seu lanche e retornar depois. 

Até os copos de cerveja personalizados, um sucesso por aqui, se esgotam ainda no fim da tarde. Não que os torcedores estejam pagando R$ 13 por meio litro de cerveja para encher a cara pra valer (podem até estar enchendo). Mas os 49 modelos diferentes, cada um com uma modalidade esportiva, deram início a uma saga dos colecionadores de lembranças olímpicas. 

Também ontem, a megastore dos Jogos Olímpicos também ficou a tarde fechada e noite fechada, sem previsão de reabertura ou explicação ao público do que ocorreu. Logo no dia em que eu estava disposto a dar R$ 20 em um chaveiro. Não, não estava, brincadeirinha. 

Aí você termina de ler isto aqui e pensa: eu sabia que isso não ia dar certo no Brasil! Que desorganização! Como é tudo caro! Com certeza estamos passando vergon...

Amigo leitor, se você acha que o público está se importando com isso, eu tenho minhas dúvidas. Até mesmo quem se importa, está deixando esses problemas em segundo plano. E isso só acontece porque os Jogos são no Rio de Janeiro, por conta das disputas emocionantes e também por torcedores empolgados, como os do torneio de tênis, que arrancam risos ao gritarem "Vai Corinthians", 'Argentino maricon" ou "Vai, Safadão".