Cidadeverde.com

O que vi na Rio 2016: Chega de sofrer

Lucas Figueiredo/MowaPress

Futebol feminino decidindo classificação nos pênaltis, com Marta perdendo cobrança. Handebol masculino empatando nos minutos finais com Angola. Basquete masculino perdendo na prorrogação para a Argentina. Vôlei de praia indo para o tie-break com a Rússia... 

O torcedor brasileiro tem sofrido muito nesses Jogos Olímpicos - em algumas situações que poderiam até terem sido evitadas. E quem contrariou esse clima de apreensão foi justamente o mais cobrado nos últimos dias. 

Neymar e a seleção sub-23 de futebol masculino demonstraram autoridade contra a Colômbia. Forte defensivamente, suficiente no setor ofensivo, a equipe bateu a Colômbia por 2 a 0 e avançou para as semifinais, em uma Arena Corinthians quase lotada de camisas amarelas e casacos escuros - frio de 17ºC.

Vi dois jogos na arena dos alvinegros. O primeiro foi na quarta-feira (10), entre Colômbia e Nigéria. Os sul-americanos me preocuparam bem mais que os africanos, que foram bem marcados no ataque e não tiveram velocidade para recompor a defesa. Isso propiciou contra-ataques colombianos perigosos. Para o Brasil, isso poderia ser um perigo. 

O time comandado por Rogério Micale parece ter visto a partida. No sábado, voltei a Itaquera. Em um show de botinadas e muitas faltas, o Brasil foi mais eficiente. Isso é bom. Não estamos precisando de show. A marcação foi quase implacável, salvo poucos sustos. 

A torcida chegou a ensaiar gritos de "olé" que não duraram três passos. Alguns tentaram um coro de "O campeão voltou", que não foi seguido pela maioria. Até porque, não é para tanto. 

O Brasil vai encarar Honduras na semifinal, na quarta-feira (17), para depois decidir o título contra Alemanha ou Nigéria. Precisa continuar eficiente. Deixem o show para o pódio.