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Entre dois milagres e a queda

Ficou cada vez mais difícil escrever sobre o River, porque está cada vez mais difícil entender o que aconteceu com o time de 2016. 

Na segunda-feira, o esforço que levou 40 mil pessoas ao Albertão, no ano passado, pode ir embora com um público que, se repetir os jogos anteriores, será pequeno no Lindolfo Monteiro. 

Ainda bem que o Lindolfinho é pequeno. E que o Galo joga na segunda-feira, depois de saber o que precisa fazer para continuar na Série C do Brasileirão. 

Foto: River A.C.

Se ao menos dois dos três rivais na luta contra o rebaixamento vencerem no domingo, e o River perder na segunda-feira (5), o Galo estará rebaixado para a Série D com duas rodadas de antecedência. 

Os ameaçados não terão tarefa fácil e irão enfrentar times que brigam pela classificação para as quartas-de-final. 

O Cuiabá visita o América de Natal (RN). 

O Confiança joga fora de casa com o Botafogo (PB). 

O Salgueiro (PE), que virou candidato ao descenso, como imaginei ainda na oitava rodada, viaja a Belém para encarar o Remo (PA). 

O River entra em campo para enfrentar o líder ABC (RN). Pode começar o jogo já sabendo que um empate significa a volta ao difícil caminho da última divisão do futebol brasileiro. 

O tricolor piauiense tem suas chances justamente porque enfrentará Salgueiro e Cuiabá nas próximas rodadas. Mas depois de ser goleado pelo Confiança no outro confronto direto da luta contra a queda, ficou difícil acreditar nas forças do próprio time, que precisa acreditar mais nele mesmo. 

O Galo fez bons jogos e alternou momentos que geraram otimismo. Mas seus pecados quase sempre resultam em gols adversários.

O River precisa de dois milagres: torcer contra os adversários e vencer o ABC e a sim mesmo. Por hora, o último desafio parece o mais difícil.