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A porca comeu os candidatos do esporte em Teresina

A porca comeu o Rivengo. 

O presidente do Esporte Clube Flamengo, vereador Tiago Vasconcelos (PRB), teve 3.469 votos. É muito em Teresina. Mas, mesmo assim, não deu. 

O veeador Antônio Aguiar (PP), irmão do presidente do River, Elizeu Aguiar, contou com 2.991 votos. Esse ficou mais longe. 

A péssima temporada rubro-negra e o rebaixamento tricolor para a Série D do Brasileirão podem entrar na conta, mas não devem ter sido as únicas responsáveis pela derrota dos parlamentares, cujas bases eleitorais não se resumem ao futebol.

O certo é que a dupla Rivengo se deu mal. Nem outro riverino, Renato Berger (PSL), que já foi vereador quando era do PSDB, escapou da derrota. Mesmo com 3.588 votos. 

E os nomes mais conhecidos do esporte ficaram pelo caminho. Não que alguns vereadores eleitos não apoiem o esporte - o Delegado Samuel Silveira (PSDB), segundo mais votado na capital, é um defensor da área. Mas existem algumas figuras que são oriundas do esporte e fazem dele sua plataforma política. 

Suplente em 2012, Galba Coelho (PSDB), secretário municipal de esportes e lazer, teve 2.019 votos. Teve uma gestão focada principalmente no lazer dos bairros, o que poderia o render mais sufrágios. Não foi o que ocorreu. 

Queiroz do Judô (PSL) teve 1.369 votos. A modalidade é forte, mas o professor, de novo, não consegue uma vaga para representar o esporte na Câmara - e dessa vez ficou até mais longe disso. 

Eu penso que, assim como cada região da cidade, seria interessante que cada segmento tivesse seu representante no parlamento: um artista, um religioso, um esportista... Garantiria a representatividade e melhoraria o debate na Câmara. Nosso sistema eleitoral anda longe de favorecer uma composição como essa. 

E nossa Câmara, que tem ao menos dois vereadores diretamente ligados a clubes de futebol, em 2017 não terá nem isso. A porca comeu os candidatos do esporte. Tomar que quem foi eleito se lembre dele.