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Campeonato Piauiense precisa mudar formato para evitar suicídio de clubes

Em 2016, os clubes fizeram uma lambança e estragaram o Campeonato Piauiense, com um formato que não cabia nas datas disponíveis. Jogos precisaram ser remarcados por diversas vezes por conflito com a Copa do Nordeste, e jogadores que também disputavam o torneio regional ficaram sobrecarregados. 

Ampliaram o número de partidas das semifinais e finais de turno, de um jogo para dois. E como mudaram o regulamento em relação a 2015, o novo formato teria de valer para 2017. É o que diz a lei. 

Mas há uma brecha. O regulamento pode ser alterado antes de dois anos de vigência, desde que seja apresentado um novo calendário anual de eventos oficiais. 

O calendário de 2017 já pequenas mudanças tem mudanças e ainda será alterado por conta da ampliação da Taça Libertadores. Com isso, o regulamento do Piauiense 2017 pode mudar sem ferir o Estatuto do Torcedor. 

É a chance dos dirigentes piauienses se livrarem da baboseira que fizeram. Até porque a CBF, no calendário de 2017, já havia reduzido uma data para os campeonatos estaduais - serão apenas 18: de 29/01 a 30/04.

Clubes como o River defendem um único turno, com jogos de ida e volta, semifinais e finais. O Parnahyba prefere turno e returno, com semifinais e finais em cada fase. Acredita que isso dá chance para equipes que começaram mal se recuperarem ao longo do torneio. 

A discussão da reunião do dia 28 de outubro, que vai definir como será o torneio, não pode se resumir ao debate sobre o melhor formato. O que os clubes precisam lembrar é que não há datas para torneios gigantes. É preciso usar a cabeça e evitar um suicídio das próprias agremiações. Torneios longos geram mais folhas de pagamento e gastos com jogos que podem não ter bilheteria. É disso que o futebol piauiense precisa?

Restam três semanas para a reunião do conselho arbitral. Dá tempo de debater propostas com antecedência. Tomara que os dirigentes tenham aprendido a lição.