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Promotor aponta erro e Federação de Atletismo do Piauí vai convocar nova eleição

Foto: UFPI

O Ministério Público do Piauí recomendou que a Federação de Atletismo do Piauí (Fapi) refaça a eleição realizada em abril deste ano. No documento, o promotor José Reinaldo Leão Coelho alega que o pleito não teria preenchido requisitos para ser realizado. A entidade acatou a decisão e fará o novo pleito em 2017. 

"É preciso que seja realizada uma nova eleição porque a anterior não preencheu requisitos legais, estatutários e regimentais", disse ao Cidadeverde.com José Reinaldo, que é titular da Promotoria de Justiça de Fundações e Entidades de Interesse Social. 

Na eleição, Raul Feitosa foi escolhido presidente, tendo a professora Márcia Araújo como vice. Mas o Ministério Público entendeu que não houve tempo hábil para que as entidades pudessem se regularizar para terem direito a voto. 

Márcia Araújo informou ao Cidadeverde.com que a recomendação foi acatada, mas a Fapi quer se reunir novamente com o Ministério Público para dirimir dúvidas e evitar que a nova eleição tenha problemas. 

"Uma pessoa entrou com recurso e o promotor entendeu que ela não teve tempo hábil para se regularizar. Tendo em vista isso a gente vai ter de promover novas eleições", confirmou Márcia Araújo. 

Quem acionou o Ministério Público foi o professor Francisco Igreja. Em contato com o Cidadeverde.com, ele contestou as alegações feitas durante a eleição para que pessoas fossem impedidas de votar, o que o leva a crer em manobras para interferir no processo. "Tá na cara que foi viciado", comentou. 

Igreja também deixou claro que há uma grupo de professores descontentes com a atual diretoria. Apesar de 2016 ter sido um ano de resultados expressivos, ele reclama, entre outras coisas, de falta investimento na base. O descontentamento deve levar a criação de uma chapa opositora, encabeçada pelo professor Francisco Avelar.

O novo pleito só deve ter data marcada após a nova reunião com o Ministério Público, que entrou em recesso de fim de ano. Márcia Araújo adiantou que será dado um mês de prazo para que as entidades reúnam os documentos necessários e se regularizem. Enquanto isso, a atual diretoria segue no comando.