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No ano do Galo, River estreia na Copa do Nordeste para renascer como Fênix

Fotos: Victor Costa/River A.C.

No dia 28, começa o ano novo chinês: o ano do Galo. Para a torcida do River, o ano novo começa na noite desta quinta-feira (26). E o que os tricolores mais querem é que o Galo vire Fênix, ressurgindo das cinzas de um 2016 que todos tentam esquecer. 

Até a noite de ontem, o River já havia vendido cerca de 3 mil dos 5 mil ingressos disponíveis para o jogo com a Juazeirense (BA). A estreia das duas equipes na Copa do Nordeste será às 20h30, no estádio Lindolfo Monteiro. É a primeira partida de 2017 para o Galo. A largada de um ano que a torcida tricolor espera ser de conquistas e da volta para a Série C do Brasileirão. 

A diretoria tricolor nem terminou de pagar os salários atrasados da equipe rebaixada da Série C no ano passado e trabalhou rápido para se reerguer. Parece ter conseguido. Contratou nomes como o zagueiro Gustavo Eugênio, revelado na base do Santos e com passagem pela seleção brasileira Sub-18, e o atacante Rodrigo Tiuí, ex-Fluminense e Santos. 

O novo Galo, com quase 100% de renovação no elenco, tem nomes fortes que impõem respeito perante os adversários. Mas como eles aceitaram vir para um clube que atrasou a folha de pagamento anterior e acabou de ser rebaixado para a Série D?

O principal nome nessa virada é o treinador Waldemar Lemos, irmão do técnico Oswaldo de Oliveira, ex-Corinthians e Flamengo. No ano passado, ele conseguiu tirar o Remo (PA) do risco de rebaixamento para a Série D e fez os paraenses até sonharem com uma classificação. Deu outra cara ao time - e quem viu o Remo jogar antes do novo treinador sabe que o destino dele era brigar com o River para não cair. 

Mas nem é tanto pelo currículo que Waldemar virou um dos principais nomes do River. Ele conseguiu trazer para o clube jogadores que talvez não aceitassem a proposta salarial do Galo, que impôs um teto de gastos para 2017. É claro que poder jogar Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Brasileirão Série D ajudou na decisão, mas muitos dos atletas que fazem parte do time tricolor vieram por conhecerem o trabalho do novo técnico. 

O River também evitou repetir erros do ano passado. Conseguiu acertar na contratação do técnico - em 2017 foram três treinadores. Fez um trabalho físico forte - no ano passado foram duas trocas de preparador físico só no início da temporada. Promoveu mudanças na própria diretoria. Trocou as despesas mais altas do estádio Albertão e adotou o acanhado Lindolfinho como casa. 

Lendo tudo isso, você imagina que tem tudo para o River dar certo em 2017. Mas, como o próprio Waldemar Lemos diz, existe um time também do outro lado. 

A Juazeirense chegou a Teresina com gosto de gás. O técnico Barbosinha já declarou que o terceiro colocado no último Campeonato Baiano é "um clube brigador, guerreiro. Queremos marcar o Nordeste e não passear." 

O "Cancão", como é apelidado o time de Juazeiro, é tão guerreiro que o treinador foi flagrado pelo Cidadeverde.com empolgado na conversa com os atletas, no Lindolfo Monteiro: "Se tiver de dar um carrinho amanhã no outro banco aqui, no treinador deles, eu vou dar. Ninguém vai atrapalhar o nosso sonho. Ninguém."

No grupo que tem o Sport como favorito, o River quer brigar por uma segunda vaga na próxima fase do Nordestão. O problema é que Sampaio Corrêa (MA) e Juazeirense também pensam assim. Chegou a hora de ver quem vai levar a melhor.

River x Juazeirense (BA)
Copa do Nordeste 2017 - 26/01 - 20h30 - Lindolfo Monteiro

Ingressos:
Geral - R$ 20 
Arquibancadas - R$ 30
Cadeiras - R$ 50

Venda:
Bilheterias do Lindolfo Monteiro - somente até 15h