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Qual vai ser o tamanho da mordida do Jacaré na Copa do Nordeste?

Fotos: Luís Júnior

Treino em São Luís na véspera do jogo: Altos pronto para a estreia

O Grupo B da Copa do Nordeste tem a força de Bahia (BA) e Fortaleza (CE). Com apenas os líderes de cada uma das cinco chaves e mais os três melhores segundos colocados avançando para a fase seguinte, Moto Club (MA) e Altos (PI) entram em campo hoje à noite como zebras. Mas a diretoria do Jacaré não pensa assim. 

Ainda em outubro do ano passado, o caçula do futebol piauiense contratou o técnico Francisco Diá, vice-campeão da Copa do Nordeste 2016 com o Campinense, clube que no mesmo ano conquistou o Campeonato Paraibano. O anúncio de peso mexeu com o mercado. E foi só o começo. 


Diá toca bola com os jogadores no treino 

A diretoria não mediu esforços para conseguir contratar reforços, além de manter peças importantes da temporada 2016, como o artilheiro Manoel. No papel, foi o clube piauiense com a melhor preparação: começou a treinar antes dos rivais e fez quatro amistosos, três contra times profissionais no Ceará e um do Piauí. 

Francisco Diá se deu ao luxo de consertar erros antes da temporada começar. Dispensou quatro jogadores, inclusive o lateral Apodi, que jogou o último amistoso como titular. Não titubeou em cortar do grupo quem ele não viu render o esperado. Pode ter problemas para escalar o time agora, mas tem mais chances de ver tudo dar certo lá na frente. 

Em plena crise econômica, com prefeituras em dificuldades financeiras, o time de Altos trilha para no mínimo repetir o sucesso de clubes como o Barras, que chegou a disputar o octagonal final da Série C do Brasileirão. Resta torcer para que o desfecho do clube, dependente do poder público, não seja o mesmo do Leão barrense. 

E com um roteiro tão redondo, fica a curiosidade: qual será o tamanho e a força da mordida do Jacaré? Vai conseguir ferir Fortaleza e Bahia? Será o Moto Club apenas a primeira vítima? A conferir.