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Caiçara completa 63 anos com novo interventor

O Caiçara Esporte Clube completa, nesta segunda-feira (27), 63 anos de fundação em meio a indefinição sobre seu comando. A Justiça nomeou um novo interventor para comandar novas eleições da agremiação, que devem ocorrer em março. 

Em novembro, a Justiça havia nomeado como interventor Luciano Henriquede Sousa Benigno, que hoje preside o Tribunal de Justiça Desportiva do Piauí (TJD-PI). Ele alegou impedimento por conta do Código de Justiça Desportiva. 

Na semana passada, o juiz Leandro Emídio Lima e Silva Ferreira, da 2ª Vara da comarca de Campo Maior, nomeou como novo diretor-executivo e interventor o advogado Antônio Wilson Andrade Neto.

Além de gerir o clube, o interventor terá de realizar nova eleição no prazo de 30 dias, com prazo de 10 dias para que os interessados façam inscrição de suas chapas. 

Antes mesmo da mudança de interventor, uma chapa já havia manifestado interesse em inscrição. Intitulada "Chapa da Moralidade e da Verdade", ela é encabeçada por Francisco Derivaldo Gomes de Sousa, o Deri. 

O último presidente do Caiçara, Francisco Ispo, também deve montar chapa para disputar a eleição. 

Processo
A ação foi movida em fevereiro deste ano por Dilson Lins da Trindade contra o Caiçara e seu presidente, Francisco Ispo da Silva. O objetivo é a anulação de assembleia extraordinária da agremiação. Ispo havia sido eleito presidente um mês antes, em chapa única.

O imbróglio começou quando Dilson se apresentou na Federação de Futebol do Piauí (FFP) como presidente eleito do clube no final de 2015. Ispo disse até então desconhecer a assembleia que elegeu Dilson em outubro. Ele recorreu judicialmente e conseguiu liminar anulando essa eleição. A confusão continuou com a nomeação de um interventor ainda no primeiro semestre - José do Egito, então presidente do TJD-PI, afastado do Tribubal meses depois por decisão judicial.

Em campo, o reflexo da confusão nos bastidores foi o rebaixamento do Caiçara para a Série B do Campeonato Piauiense, única competição profissional a ser disputada pelo clube em 2017, no segundo semestre. Em meio a isso, o clube ainda foi denunciado por supostamente manter jogadores em situação análoga à escravidão.