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Ispo é confirmado presidente e quer que Caiçara ganhe vaga na 1ª divisão

O imbróglio envolvendo o Caiçara Esporte Clube pode ter chegado ao fim neste sábado (25). Em eleição comandada por interventor, Francisco Ispo foi eleito presidente da agremiação para mais um ano de mandato. O dirigente, que era o presidente até a Justiça decretar irregularidades no pleito que o aclamou, tem entre suas metas conseguir que o Leão de Campo Maior seja recolocado na primeira divisão do Campeonato Piauiense em 2018.

Foto: Roberta Aline/Cidade Verde

Na visão de Ispo, o clube foi prejudicado com a nomeação do primeiro interventor, ainda durante o Campeonato Piauiense 2016. Segundo o dirigente, o então presidente do Tribunal de Justiça Desportiva, José do Egito, não teria cumprido o compromisso de levar o time a campo, e o Caiçara foi rebaixado sem disputar os últimos dois jogos do torneio. 

- O clube não pode ser punido por isso. (...) Espero que a Justiça reconheça isso e retorne o Caiçara à primeira divisão em 2018. 

Francisco Ispo quer levar a intenção do clube a conhecimento da Federação de Futebol do Piauí por entender que o Caiçara não pode ser prejudicado dentro de campo pelo que o interventor fez ou deixou de fazer. Se não obtiver sucesso, o Leão pretende acionar a Justiça. 

Opinião do blog: além da chance de conseguir isso ser pequena, o Caiçara consegue voltar mais rápido à Série A do Campeonato Piauiense disputando a Série B no final de 2017 do que esperando uma decisão da Justiça que sabe lá quando vai sair. Um exemplo é a própria intervenção, que deveria durar 30 dias e se arrasta desde o ano passado. 

 

Chapa única
A eleição teria duas chapas, mas uma delas teve a inscrição rejeitada. O interventor, Antônio Wilson Andrade Neto, explicou que os integrantes da "Chapa da Moralidade e da Verdade" não conseguiram apresentar o número de sócios necessários para a disputa. 

O grupo opositor a Francisco Ispo foi o que moveu a ação que resultou na intervenção no clube - processo encabeçado por Dilson Trindade. Depois de ter o nome do candidato a vice-presidente rejeitado na inscrição, eles conseguiram um substituto, mas surgiu outro problema: o candidato a tesoureiro não comprovou a qualidade de sócio. O interventor informou ao Cidadeverde.com que ontem um outro nome foi indicado para o cargo, mas ele declarou que não fazia parte da chapa. 

Dos 41 votantes, 36 elegeram Ispo, que era o presidente antes da confusão ir parar na Justiça. Na segunda-feira, o resultado será apresentado pelo interventor ao juiz que acompanha o caso. 

Ispo comemora:

- Infelizmente foi um negócio muito chato durante o ano. O clube tomou um grande prejuízo e terminou retornando a diretoria que não deveria ter sido afastada.

O dirigente reconhece que o futebol de Campo Maior está em baixa - o Comercial desistiu da Série A Piauiense por falta de recursos. 

Além de trabalhar para reativar o futebol do Caiçara, Ispo quer rever o estatuto do clube, que é de 1954 e prevê mandato de apenas um ano. O estatuto reformulado nos anos 1980 previa mandato de dois anos, mas não foi registrado e nunca validado.