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Flamengo 1x4 4 de Julho - raio-x rubro-negro

Foto: Wilson Filho/Fla-PI

A análise sobre a situação do Flamengo é simples, muito simples. 

O time começou bem o Campeonato Piauiense. Demonstrava até forças para brigar pelo título. A equipe titular era boa. Faltavam opções no banco de reservas. 

O técnico Celso Teixeira, que voltou ao clube com o discurso de que tinha uma dívida com a torcida de sua passagem anterior, recebeu uma proposta do Treze (PB) e foi embora. Jogadores indicados por ele foram saíndo aos poucos. 

Quando você está na pré-temporada e os jogadores estão sem clube, fica mais fácil contratar. 

Quando você precisa buscar jogadores com os torneios em andamento, só encontrará os que já saíram por algum motivo - em alguns casos demitidos por não terem rendido o esperado. E time que quer ser campeão vai buscar mesmo bons jogadores - que em sua maioria estão empregados. 

Para contratar jogadores que já estão empregados, é preciso oferecer mais dinheiro - coisa que o Flamengo não tem. O clube já impôs um teto salarial ainda na pré-temporada. Difícil conseguir encontrar nomes mais baratos com qualidade. 

Parte dos reforços contratados só viu a partida de hoje nas cadeiras porque a regularização ainda não saiu. Nessa toada, o goleiro reserva tinha apenas 16 anos. 

Apresentado esse contexto, o Flamengo fez o que pôde contra o 4 de Julho. Fez muito, até. Teve chances de gol, correu, foi atrás. Acertou até bicicleta, mas parou no goleiro colorado. 

A inscrição de jogadores no Campeonato Piauiense termina nesta semana e o Flamengo não tem muito a fazer. Tem mais cinco partidas pela frente e ainda vai buscar um novo treinador para tentar arrumar o time. Se avançar para as semifinais nessas condições adversas, terá feito muito. 

Ao torcedor, ao rubro-negro de verdade, o melhor no momento é ajudar e entender ao invés de bater. O Flamengo faz o que pode com os recursos que tem.