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Com apoio de peso, vôlei quer crescer no Piauí e ter jogo da Superliga

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Sabendo das dificuldades que o esporte tem para funcionar no Brasil, não é estranho que muitas modalidades esportivas estejam difundidas somente nos grandes centros do país. 

Contudo, assim como muitas coisas no esporte brasileiro, é inadimissível que a segunda modalidade mais popular do país não tenha capilaridade em todos os estados. É o caso do vôlei no Piauí. 

Seleções campeãs olímpicas na quadra, duplas campeãs na quadra, clubes campeões mundiais. Tudo com investimento público e privado, transmissão de jogos ao vivo pela TV aberta e fechada. Isso tudo repercute de forma muito tímida no esporte piauiense - assim como o sucesso de outras modalidades.

Os ex-atletas Tatiana Rodrigues e Marcos Oliveira venceram as eleições da Federação Piauiense de Voleibol querendo mudar essa história. E já receberam um apoio de peso. 

Além do técnico Bernardinho, esportistas do Piauí deixaram sua mensagem, na noite de ontem (30), na sede da AABB, onde a nova diretoria foi apresentada oficialmente. Renato Berger, secretário municipal de esportes e lazer de Teresina, Fábio Abreu, secretário de segurança do Piauí, e representantes da Federação das Indústrias do Piauí (Fiepi) estiveram presentes.

Tatiana Rodrigues garantiu que uma de suas metas é trazer jogos da Superliga para o Piauí. Na edição atual do torneio, os clubes deixaram suas sedes para disputarem partidas em Manaus (MA) e Belém (PA), ajudando na expansão do esporte. A ideia da federação é colocar Teresina nesse roteiro. 

- Eu quero ver essa fila aqui no Verdão - disse a nova presidente, após exibir uma matéria sobre os jogos no Norte do país.

O vice-presidente, Marcos Oliveira, que jogou vôlei na Europa por sete anos e hoje desenvolve projetos no Piauí, anunciou que a equipe do Bento Vôlei, do Rio Grande do Sul, está disposta a disputar jogos da Superliga em Teresina. Falta só ter ginásio - a reforma do Verdão nunca foi concluída. 

O jogo, no entanto, é apenas um dos objetivos da nova diretoria, que pretende reorganizar toda a entidade e trabalhar para a massificação do esporte, com a criação de escolinhas e o fortalecimento e surgimento de equipes. O trabalho é a médio e longo prazo - tanto que as seleções do Piauí ficarão de fora das competições nacionais em 2017. O ano começará com capacitação para os professores. Há intenção também de buscar a ampliação dos locais para a prática do esporte, com estrutura adequada.

Como a propria Tatiana disse em sua apresentação, ao lembrar de todas as lesões que sofreu na carreira, os ex-atletas sabem onde o calo aperta. Vice-campeã do Grand Prix feminino de vôlei, a piauiense sabe o que passou para chegar até lá. E sabe os desafios que terá como dirigente - e são muitos. Não será fácil, mas é preciso que alguém se atreva a fazer. Coragem ela já mostrou que tem. 

- Eu era atleta. Pra derrubar aqui é difícil, viu? E eu gosto de desafio. Acho que quando as coisas são muito fáceis, quando você conquista não dá tanto aquele prazer. Quanto maior o desafio, maior o prazer em conquistar aquilo que você quer.