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PPP, IPMT... As siglas do futuro do Lindolfo Monteiro

Foto: Victor Costa / River AC

 

Depois de recuperar o Lindolfo Monteiro para garantir que o estádio possa ser utilizado, a prefeitura de Teresina estuda medidas para modernizar o local. E duas siglas são as mais citadas pelos gestores como possíveis soluções. 

A primeira é PPP, de Parceria Público-Privada, que envolveria alguma empresa interessada em investir e administrar o estádio. A segunda é IPMT, o Instituto de Previdência do Município de Teresina, para quem o estádio seria doado. 

O secretário municipal de esportes e lazer, Renato Berger, explicou as duas possibilidades em entrevistas nesta quinta-feira (13), na rádio e TV Cidade Verde. O gestor deu a entender que a solução via IPMT estaria mais próxima, mas depende de aprovação do conselho do instituto. 

A ideia é doar o Lindolfo para o IPMT, que passaria a gerir o estádio de forma compartilhada com a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel), mas seria o instituto quem passaria a usufruir dos rendimentos que o estádio possa gerar. 

- Eu acho que é uma coisa vantajosa para o IPMT, é importante para o Município, porque deixa de ter uma despesa grande, e é fundamental para a população, que terá um estádio moderno. 

Foto: Roberta Aline/Cidade Verde

 

Na alternativa da PPP, ao invés do instituto, a parceria seria com uma empresa interessada em administrar o estádio e outras praças esportivas de Teresina. A Semel, com intermédio da Federação de Futebol do Piauí, fez contatos iniciais com a WTorre, construtora que investiu na construção do novo estádio do Palmeiras. Por hora, as conversas não avançaram. 

O desafio da Prefeitura de Teresina é mostrar que o Lindolfo Monteiro pode ser um bom negócio. Hoje o estádio tem capacidade reduzida para eventos de médio porte - que não cabem nele e ficam pequenos em um local como o Albertão. Além disso, é objetivo da Semel melhorar iluminação, gramado e estrutura para a imprensa, todos obsoletos. 

Em busca dessas melhorias, Renato Berger visitou estádios de médio porte em Fortaleza (CE), São Luís (MA) e no Rio Grande do Sul. Segundo ele, os projetos deles estão nas mãos de arquitetos da Prefeitura de Teresina, para que eles busquem o que há de melhor em cada um que possa ser implementado no Lindolfinho. 

Além de reparos que devem ser iniciados nos próximos dias e a implantação de um placar eletrônico até maio, Renato Berger anuncia a saída da Rodoviária Rural do estacionamento do estádio. Segundo o secretário, os ônibus deverão deixar o lugar com a implantação dos terminais de integração. Essas e outras medidas devem melhorar o local e ajudar que ele se torne viável não somente para jogos de futebol, mas também outros eventos.