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Longe do Rio de Janeiro, Rodrigo Dinamite tenta recomeço no River: "fazer meu papel"

Fotos: Victor Costa/River A.C.

Depois que saiu do Vasco, no final de 2014, Rodrigo Dinamite não defende um time de futebol. O jovem atacante teve uma chance em 2016 na Portuguesa, mas não acertou com o clube. Em 2017, chegou a treinar com o Boavista para a disputa do Campeonato Carioca. Não deu certo. No Rio de Janeiro, o sobrenome do pai parece pesar mais. 

Para 2018, surgiu o River. Longe de casa, o jogador de 25 anos vai batalhar para não ser lembrado somente como filho do Roberto. 

- Por um lado foi bom eu sair do Rio, buscar novos ares, um time que está me dando oportunidade. No Rio, ficava muito difícil, até pela cobrança de ser filho de quem eu sou. 

Dinamite, o pai, concorda:

- O que eu espero e desejo pra ele é ter a mesma sorte que eu tive e que ele tenha a mesma oportunidade. Futebol não é uma coisa tão fácil. Eu não quero essa coisa da comparação, mas infelizmente ela vai acontecer. E até a razão maior dele estar vindo pra cá é você ficar um pouco distante do Rio de Janeiro porque eu acho que ele tem que buscar o espaço dele, lutar, superar e vencer as dificuldades por ele próprio. 

As comparações, Dinamite, o filho, tenta driblar:

- Eu procuro esquecer isso, porque meu pai foi meu pai. Ele foi ídolo por onde jogou. Eu procuro fazer meu papel. 

Mas até quando é perguntado sobre as características do Rodrigo em campo, o filho não citou o drible. Preferiu comparar sua batida na bola com a do pai. E espera ter oportunidades de bola parada para mostrar essa qualidade. 

No Piauí, Rodrigo terá outra pressão. Vai vestir a camisa do time que foi do céu ao inferno recentemente, com o acesso para a Série C do Brasileirão e o rebaixamento no ano seguinte, somado com a ausência da Copa do Brasil e Copa do Nordeste de 2018. 

Para completar, ao ser apresentado ao lado de Roberto, ouviu os gritos de "Sima", ídolo maior do clube. Ainda demonstração de inconformismo da parte mais bairrista da torcida com o convite ao ídolo vascaíno para o lançamento dos uniformes do River. Por sinal, o atacante Eduardo, que retornou ao Galo, foi o mais aplaudido da noite

Se no Rio de Janeiro parecia mais difícil, no Piauí também não será fácil. Mais o filho diz estar pronto.

- Pressão é bom pra você vencer na vida. Nada sem pressão você valoriza ou tem vontade de ganhar. 

E o pai torce para que o Rodrigo deixe o Roberto para trás. 

- Quem sabe, no futuro ele possa ser bem melhor do que eu. É o que eu desejo.