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Tetra em 1994, Ricardo Rocha pede seleção com "concentração acima do absurdo" na Rússia

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Pernambucano, ídolo do São Paulo, tetracampeão mundial em 1994, Ricardo Rocha tem propriedade para falar sobre a participação do Brasil na Copa do Mundo. E não é só pela carreira como jogador e o tempo que trabalhou como comentarista de TV. O ex-zagueiro jogou com Tite no Guarani (SP), no final dos anos 1980, e conhece bem o treinador da seleção. 

Na quinta-feira, Ricardo Rocha se encontrou com Tite, que foi ao estádio do Morumbi avaliar a atuação de jogadores na partida entre São Paulo e Atlético-PR, pela Copa Sul-Americana. Na noite de ontem (20), o coordenador de futebol do clube tricolor desembarcou em Teresina, e neste sábado (21) participou da inauguração da filial de uma rede de drogarias, na zona Leste da capital. 

Ricardo Rocha posou para fotos e autografou camisas de fãs. Mas é claro que o assunto Copa do Mundo tomou conta das entrevistas. 

O conselho de quem foi eliminado a Copa de 1990 nas oitavas-de-final e conquistou o título quatro anos depois é ter foco total no torneio, que começa em junho.

- Concentração total. Tem que ter uma concentração acima do absurdo. Copa do Mundo é de quatro em quatro anos, são os melhores que estão alí. (...) É atenção total nos 90 minutos, são jogos dificílimos. Copa do Mundo não é fácil. Na primeira fase você ainda pode errar um pouquinho. Mas na outra fase, oitavas, se você errar, vem pra casa. Você precisa estar de olho, ter cuidado, ter uma concentração redobrada. 

Em 1994, Ricardo Rocha disputou a Copa do Mundo nos Estados Unidos, país de dimensões continentais, assim como a Rússia, onde grandes distâncias entre as sedes farão as seleções viajarem muito. Mas o tetracampeão avisa que isso não pode ser usado para justificar desempenhos ruins ao longo do torneio. 

- É ruim pra todo mundo, gente. Não é para o Brasil, é para todos. Ela (viagem) pode ser curta, pode ser longa. Não dá para ficar arrumando desculpa agora. Você perder uma Copa por distância... E outra coisa: os jogos são de cinco em cinco dias. Dá para descansar. Você termina o jogo, pega o avião e se manda. Isso não é desculpa para se perder uma Copa do Mundo. 

Ricardo Rocha aposta no Brasil como um dos favoritos ao título, mas também listou outras equipes que podem chegar lá. 

- Acho que o Brasil é um dos favoritos, sim, por tudo o que está se apresentando. O Brasil tem uma seleção forte. E é claro, algumas seleções também, como Alemanha, Espanha, França, a própria Bélgica, Portugal, enfim. (...) Eu acho que o Brasil está no caminho certo. A chegada do Tite foi importante. 

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