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Destaque da Copa do Nordeste, goleiro Andrey se emociona ao lembrar do pai

O choro após a vitória do Sampaio Corrêa sobre o Bahia, por 1 a 0, foi a forma de Andrey desaguar toda a emoção vivida por ele nos últimos anos. 

O goleiro perdeu o pai ainda cedo e usa o número 42 na camisa em sua homenagem. Após o primeiro jogo da final da Copa do Nordeste, na quarta-feira (4), Andrey se emocionou. A entrevista foi para a equipe da TV Difusora - SBT Maranhão. 

Os últimos meses de Andrey não foram fáceis. Em fevereiro, um exame apontou que o goleiro precisaria fazer uma cirurgia na mão direita, que o deixaria mais de um mês fora dos gramados. Em duas semanas, ele voltou aos treinos, sem passar pelo bisturi. 

Os últimos anos de Andrey não foram fáceis. Goleiro da seleção brasileira nos Jogos Pan-Americanos de 2015, ele chegou a ser acusado de abuso sexual em Toronto, no Canadá - crime por ele negado. Na época, o jogador não teve seu empréstimo renovado com a Cabofriense (RJ) e passou dificuldades para conseguir um novo clube. 

Só no final de 2016, o goleiro acertou com o São Bento (SP) para a temporada 2017. Depois vestiu a camisa do Volta Redonda (RJ). 

No fim do ano passado, Andrey assinou com o Sampaio Corrêa. Em maio, chegou a perder jogos pelo clube poque o contrato não havia sido renovado. 

A vida de Andrey não foi fácil. Ele chegou a trabalhar como pedreiro antes de começar a treinar no Botafogo (RJ), clube que o revelou para o futebol nacional. 

Hoje, com atuações de destaque, Andrey é apontado como um dos melhores goleiros da Copa do Nordeste 2018 - se não for mesmo o melhor. 

E depois de tudo isso, tudo o que Andrey queria é que o pai estivesse na arquibancada do estádio Castelão, na quarta-feira. 

Mas como o próprio goleiro disse, seu pai está o abençoando lá de cima. E será assim neste sábado (7), no jogo de volta da decisão da Copa do Nordeste, na Fonte Nova, em Salvador (BA). 

A TV Cidade Verde transmite Bahia x Sampaio Corrêa ao vivo, a partir de 17h15, para todo o Piauí, com narração de Joelson Giordani e comentários de Dídimo de Castro e Herbert Henrique.