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Com medalha olímpica, treinador busca patrocínio para Letícia Lima

Foto: Jonne Roriz/Exemplus/COB

Mulher mais rápida do atletismo no Norte e Nordeste do Brasil em todos os tempos. 

Ouro e prata na última Gymnasiade 2018, a "Olimpíada" do esporte escolar, disputada no Marrocos. 

Representante do Brasil nos Mundiais Sub-18, ano passado, no Quênia, e Sub-20 de Atletismo, neste ano, na Finlândia. 

Ontem (16), bronze nos 200 metros rasos nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires, na Argentina. 

Jonne Roriz/Exemplus/COB

 

Os principais feitos de Letícia Lima, velocista de apenas 17 anos, foram feitos com talento, muita dedicação, apoio de família, amigos, e treinadores. 

Além disso, ela conta com uma bolsa integral para os estudos no colégio Certo e roupas para treinos da Body One. 

Patrocínio mesmo, ela não tem. Ainda falta ajuda para ela se manter no esporte, bancar suplementos e outros itens necessários.

A situação faz o técnico Nilson de Sousa acreditar que a velocista possa deixar o Piauí, uma vez que a medalha olímpica - ainda que no evento voltado para jovens atletas - dá uma projeção ainda maior aos feitos de Letícia. 

- Agora é ver se as autoridades e empresários cuidam para que a nossa atleta permaneça no Piauí, porque muita gente vai querer ela agora. 

Caso falte incentivo, o melhor é que Letícia Lima busque outros ares para não ver seu crescimento no esporte prejudicado. Porém, com condições de treinar perto da família, a atleta poderá incentivar o surgimento de mais talentos. 

Uma pista com padrão internacional ela já tem para treinar, na Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina - algo que certamente foi importante no crescimento da atleta. Agora falta um empurrão maior para Letícia Lima não ser mais uma atleta piauiense que ficou pelo caminho por falta de patrocínio. 

Este foi o principal assunto do Cidade Esportiva no Acorda Piauí desta quarta-feira (17). Ouça na íntegra: