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Copa do Nordeste faz jogador de Paulistana voltar ao Piauí após duas décadas

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

A vida de Samuel Rosa Pereira é parecida com a de muitos piauienses que tentaram uma vida melhor fora da terra natal. Seus pais foram embora para o Sudeste brasileiro quando ele era adolescente. Foi em São Paulo que o garoto de Paulistana, 400 quilômetros ao Sul de Teresina (PI), cresceu e virou jogador de futebol. 

Andarilho da bola, Negretti casou, teve um filho na Paraíba e outro em Pernambuco por conta das mudanças de clubes. E foi essa vida de viagens pelo Brasil para jogar futebol que fizeram o volante de 33 anos voltar ao Piauí, para um jogo da Copa do Nordeste – torneio no qual o estado só foi incluído em 2015.

No último sábado (16), Negretti foi titular do time do Confiança (SE), que derrotou o Altos por 1 a 0, no Lindolfo Monteiro, em Teresina. Foi o primeiro jogo do volante em um gramado no Piauí. Foi a volta dele ao estado desde a mudança da família, no final dos anos 1990.

Reprodução/TV Jornal (PE)

Negretti, em 2018, com a camisa do Náutico
 

 

- O Negretti faz 20 anos que não volta no Piauí. Sou filho da terra, nasci em Paulistana, e em 1997... 1998, meus pais se mudaram para São Paulo. E lá eu comecei a minha carreira de futebol, comecei no São Bento, Ituano, inclusive com o professor Leandro Campos – ele que me subiu para o profissional quando eu estava no São Bento. 

Dos clubes do Sudeste, o "operário da bola" começou a andar pelo Brasil. Nesta década, começou a ficar mais perto de suas raízes. Primeiro, o Nacional (AM). Depois, Campinense (PB) e Náutico (PE). Agora, o Confiança (SE). 

Mas o clube do volante nesta temporada poderia ser piauiense. Leandro Campos sondou Negretti para o elenco do Altos. Luciano Mancha, gerente de futebol que trabalhou no River no começo da temporada, também convidou o jogador, que já tinha conversas adiantadas com o clube sergipano. 

- É meu sonho vir atuar no meu estado, ficar perto dos familiares. Tenho tios, tias, primos, conhecidos da minha época de criança. Poder atuar no futebol piauiense para eles poderem acompanhar de perto. (...) Futuramente, se eu receber um convite, vou pensar com carinho. Neste ano, bateu na trave, mas infelizmente não deu.