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River sofre no início, tem goleiro expulso, mas empata e segue líder na Série D

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Ampliada às 20h19

Foi no sufoco, na pressão, mas o River manteve sua invencibilidade e a liderança no Grupo A04 da Série D do Campeonato Brasileiro. 

Com apoio da torcida no estádio Albertão, em Teresina (PI), o tricolor sofreu dois gols no primeiro tempo, mas reagiu e empatou em 2 a 2 com o Floresta (CE), mesmo depois de ter o goleiro Mondragon expulso no segundo tempo. Os gols do Galo foram de Otacílio e Roney. 

O resultado mantém o River líder de sua chave, agora com 9 pontos. O Floresta é o vice-líder, com 6 pontos, mas poderá perder a posição nesta segunda-feira (3), quando o Santa Cruz (RN), que tem 5 pontos, recebe o Bragantino (PA), lanterna com 3 pontos.

A classificação para a próxima fase só será definida na última rodada. No dia 9 de junho, o River visita o Bragantino, em Belém (PA). O Floresta vai receber o Santa Cruz, no Ceará. 

Floresta em casa
O começo do jogo foi de domínio total do time visitante, confirmando o que o próprio elenco do River havia alertado nas entrevistas ao longo da semana: rápido, jovem e perigoso nos contra-ataques, o Floresta parecia que jogava em casa no Albertão. 

A situação deixou apreensiva a torcida, já irritada com a ausência de Biro-Biro na lateral esquerda titular. 

Mas apesar da implicância com a escalação de Daniel Bahia pelo técnico Marcinho Guerreiro, não foi pelas laterais que o Floresta abriu o placar. 

Por sinal, o gol simboliza a desatenção do elenco tricolor no primeiro tempo. Aos 17 minutos, Alemão perdeu a bola no meio do campo e proporcionou o contra-ataque do Floresta. Paulo Vyctor recebeu sozinho na grande área e chutou sem defesa para Mondragon. 

Quem esperava um River acostumado a se impor no começo do jogo, viu o contrário. Cinco minutos depois do gol, a pressão do Floresta continuava. E em cobrança de falta de Danrley na lateral direita, Alisson apareceu para cabecear e fazer 2 a 0. 

Poder de reação
O River ficou atrás do placar pela segunda vez nesta Série D. Contudo, tal qual na primeira ocasião, quando arrancou um empate fora de casa com o Santa Cruz (RN), o tricolor piauiense demonstrou seu poder de reação. 

Um minutos depois do segundo gol do Floresta, Otacílio aproveitou o cruzamento da direita e cabeceou para o gol: 2 a 1. 

Veio a parada técnica e para hidratação dos atletas, o que pode ter esfriado a partida. O River seguiu melhor, mas o Floresta se ajustou no setor defensivo e impediu as investidas tricolores. 

Expulsão
Enquanto a torcida esperava Biro-Biro, Marcinho Guerreiro voltou do intervalo com Kanu para reforçar o ataque. Depois ainda acrescentou Cris Maranhense. 

A essa altura, o River já havia feito outras defesas importantes. O River tentava o gol sem sucesso e sofria com os contra-ataques do Floresta. 

A terceira substituição esperada pela torcida ainda era a entrada de Biro-Biro. Quando Anderson Alagoano tirou o colete e foi até o quarto árbitro, começara as vaias tricolores. Mas o camisa 13 não teve a chance de entrar em campo. 

Aos 23 minutos, Mondragon saiu da grande área para impedir um gol do Floresta. Pela defesa com a mão fora da sua área de trabalho, o goleiro foi expulso. Marcinho Guerreiro teve de tirar Otacílio do ataque para colocar Flávio no gol. Mondragon foi para o vestiário aplaudido. 

São Roney
A derrota era péssima para o River, que passaria a dividir a liderança com o Floresta. Mas é nos momentos mais difíceis que os jogadores diferenciados aparecem. 

Se o contra-ataque do Floresta era perigoso, Roney era mais perigoso ainda. Aos 35 minutos do segundo tempo, o artilheiro recebeu a bola por trás da defesa cearense e ficou sozinho com o goleiro Carlos, que não teve chance: 2 a 2. 

A euforia foi tamanha que alguns torcedores do River acenderam sinalizadores no Albertão, o que pode acarretar em punição para o clube na Série D. A partida, no entanto, não foi interrompida pela arbitragem, que ainda deu cinco minutos de acréscimo na etapa final. 

Nos acréscimos, Marconi, ex-Altos, foi expulso no time do Floresta. Mas não houve tempo para o River se aproveitar da igualdade numérica em campo.