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Federação estuda medidas para o futebol feminino do Piauí: "a gente está caindo"

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com

O crescimento da empolgação com o futebol feminino no Brasil após a participação da seleção na última Copa do Mundo retoma a discussão sobre a modalidade no país. 

No Piauí, o sucesso individual de Júlia Beatriz, Valéria e Adriana - jogadoras convocadas para seleções nacionais, contrasta com a realiade do próprio clube que as revelou. Neste ano, a Sociedade Esportiva Tiradentes não conseguiu sequer passar da fase de grupos da segunda divisão do Campeonato Brasileiro. 

Procurei o presidente da Federação de Futebol do Piauí (FFP), Robert Brown, para que ele falasse sobre o assunto. O dirigente revelou conversas com o coronel Oseas Canuto, diretor do Tiradentes, e demonstrou sua preocupação com o futebol feminino.  

- Nós temos que repensar o futebol feminino também. Eu acho que a gente já esteve lá em cima, e a gente está caindo. 

Vale lembrar que em 2015 o Tiradentes ficou com o quarto lugar no Campeonato Brasileiro.

A FFP deve esperar a definição do campeão piauiense, no segundo semestre, para definir de que forma ajudará o representante no Campeonato Brasileiro. Se for o Tiradentes, o contato já foi feito. Caso outra equipe seja classificada, a federação irá buscar o diálogo com o clube, que tem autonomia nas decisões sobre sua participação no torneio.  

Antes disso, existem outras medidas cogitadas. A primeira é a criação de um departamento de futebol feminino na entidade. A outra é a criação de competições de base, que esbarra na possível falta de clubes para que os torneios aconteçam - havia expectativa para um torneio em 2019, mas as chances são pequenas. 

Ouça as declarações de Robert Brown no meu comentário desta quinta-feira (27) para o Cidade Verde Esportes 1ª Edição.