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Novos medalhistas do badminton surgiram em projeto iniciado há mais de 10 anos em Teresina

  • memoria-badminton-olimpiaui-3.jpg Fabrício Farias, de azul escuro, na Olimpiauí 2011
    Arquivo/Cidadeverde.com
  • farias-fabricio-francielton-pan-2.jpg Fabrício Farias, no Pan de Lima
    Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br
  • memoria-badminton-olimpiaui-4.jpg Arquivo/Cidadeverde.com
  • farias-fabricio-francielton-pan-19.jpg Fabrício e Francielton Farias, nos Jogos Pan-Americanos
    Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br
  • memoria-badminton-olimpiaui-1.jpg Francielton Farias na Olimpiauí 2011
    Arquivo/Cidadeverde.com
  • farias-fabricio-francielton-pan-8.jpg Francielton Farias no Pan de Lima
    Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br
  • memoria-badminton-olimpiaui-2.jpg Samia Lima (de azul), na Olimpiauí 2011
    Arquivo/Cidadeverde.com
  • jaque-samia-pan-2019-6.jpg Samia Lima nos Jogos Pan-Americanos
    Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br
  • pi-badminton-jej-7.jpg Jaqueline Lima, aos 14 anos, nos Jogos Escolares
    Saulo Cruz/Exemplus/COB
  • jaque-samia-pan-2019-7.jpg Jaqueline Lima nos Jogos Pan-Americanos
    Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br

Os mais novos medalhistas piauienses em Jogos Pan-Americanos foram descobertos em um projeto de badminton na Vila da Paz, zona Sul de Teresina (PI). Foram mais de 10 anos de trabalho nesse esporte até o resultado mais expressivo de atletas do estado em competições internacionais. 

A junção de duas iniciativas fez com que Samia Lima, Jaqueline Lima e os irmãos Fracielton e Fabrício Farias estivessem hoje fazendo história no Peru. 

Uma delas teve início tímido, no início da década passada, quando o professor Francisco Ferraz voltou a sua terra natal com o intuito de difundir o badminton. Primeiro vieram as demonstrações em escolas participares de Teresina. O trabalho foi ganhando corpo e apoio da iniciativa privada e do poder público. 

O badminton virou alternativa de prática esportiva para alunos da rede municipal de ensino. Um dos núcleos apoiados pela prefeitura foi montado na Fundação Nossa Senhora da Paz. Foi quando a iniciativa de Ferraz se juntou ao trabalho criado pelo padre Pedro Balzi. 

Com ajuda de benfeitores europeus, o religioso italiano conseguiu erguer no entorno da paróquia de Nossa Senhora da Paz uma estrutura que hoje dá oportunidades a comunidades de baixa renda no estudo, trabalho e esporte, sempre com o intuito de formar cidadãos seguindo os preceitos da fé cristã. Sua obra segue firme, mesmo após o seu falecimento, em 2009. 

Antes de padre Pedro Balzi ir para o céu, a ação social do religioso se juntou ao sonho esportivo trazido por Francisco Ferraz. Foi em 2006 que o projeto Jovens Talentos Badminton desembarcou na Vila da Paz. Os garotos que já eram alunos das escolas da Fundação, começaram a praticar a modalidade. 

Foi na Vila da Paz que muitos nomes do badminton foram descobertos: Fabrício, Francielton, Jaqueline e Samia são apenas alguns deles. Os melhores passaram a treinar no centro de convivência Ludjan Ladeira, no bairro Monte Castelo. O foco passou a ser o alto rendimento esportivo. 

Fabrício, por exemplo, é destaque desde pequeno. Aos 12 anos, já era bicampeão pan-americano Sub-13, motivo que o fez ser escolhido para acender a pira da segunda edição da Olimpiauí, evento multiesportivo promovido pelo Grupo Cidade Verde em 2012.  

Reprodução/Facebook

Francisco Ferraz (de azul escuro) a treinadora Norma Rodrigues e atletas de badminton, em registro de 2013

Novos destinos
Os garotos da Vila da Paz garantiram suas medalhas nos Jogos Pan-Americanos. Mas não foi apenas a vida deles que mudou graças ao esporte. 

Ferraz, que veio ao Piauí com algumas raquetes e petecas para difundir o esporte, saiu da presidência da federação piauiense para o comando da Confederação Brasileira de Badminton (CBBd). Em 2019, foi derrotado por margem pequena de votos na eleição da Confederação Pan-Americana de Badminton. 

Norma Rodrigues, que treinava os garotos no galpão do Ludjan Ladeira, hoje treina a seleção brasileira júnior. Ela festeja o sucesso dos medalhistas dentro e fora das quadras. 

- Cada um na sua particularidade é merecedor e já um vencedor, por terem se tornado homens e mulheres, bons filhos, bons atletas, e que a cada dia que passa buscam espaço dentro dessa realidade pra eles que é o badminton de alta performance. 

Diego Mota, fisioterapeuta que ainda hoje cuida dos atletas piauienses, virou referência no esporte. Presta serviços para a CBBd e para o Comitê Paralímpico do Brasil (CPB). 

Esses são alguns exemplos de como uma medalha, para ser conquistada, leva anos de esforço e dedicação de atletas e daqueles que os cercam. Mais de 10 anos depois, parece que valeu a pena, não é?