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Piauienses na Pampulha 2009 - Resultados

A Volta da Pampulha aconteceu no último domingo, dia 6, em Belo Horizonte/MG.

No masculino, o queniano Nicholas Koeck venceu com o tempo de 52min48. O melhor brasileiro foi Franck Caldeira, terceiro com 52min59.

O melhor piauiense nos 17,8 quilômetros em torno da lagoa da Pampulha foi Domingos Nonato da Silva, irmão da corredora Cruz Nonata. O atleta da equipe Asic/Maranata foi o 12º colocado com o tempo de 55min06. José Teles de Sousa (Mizuno/Pinheiros) foi o 21º com 56min12.


Petkovic: enfim, campeão brasileiro

Ninguém merece mais o título de campeão brasileiro do que Petkovic. Merece mais até que o próprio Flamengo, que ainda lhe deve milhões em salários atrasados, e devia hoje pagar tudo de uma vez em agradecimento.

Maurício Val/Vipcomm


Todas as homenagens são justas, e até poucas. Não estamos falando de um jogador do Flamengo. É o jogador estrangeiro mais brasileiro que existe. Craque que havia sumido do mapa após passagens por vários clubes do país, mas sem conquistar o título máximo do nosso futebol. Encerrar a carreira sem isso no currículo seria um pecado.

Adriano estreou na quarta rodada, mas não fez o time engrenar. Cuca durou 13 rodadas, e lá veio o eterno tapa buraco Andrade, que deixou de ser step. Na 21ª rodada, 3 a 0 para o Avaí, e Mengão na 14ª posição. Sem a chegada de Pet, outro treinador do eterno rodízio carioca, como Renato Gaúcho ou Joel Santana, certamente seria chamado. E a torcida rubro-negra, que já tinha se acostumado a acreditar em uma vaga na Libertadores, pode sonhar mais alto.

Pet foi fundamental nos jogos que decidiram o título de um campeonato tão equilibrado por equipes que foram apenas medianas ao longo do ano. O Flamengo foi com dois pontos de vantagem sobre os adversários na última rodada por ter ganho esses pontos sobre eles. Na 29ª rodada, show do Pet e vitória sobre o São Paulo. Na 30ª rodada, gol olímpico no Parque Antártica e a confirmação da queda do Palmeiras. Isso sem contar o empate sem gols fora de casa contra o Inter na 26ª rodada.

Ainda assim, o Flamengo, tal qual os demais que mostraram não ter um time com pinta de campeão, deu sua contribuição para equilibrar o campeonato. Sem Pet, perdeu para o Barueri. Com festa pronta no Maracanã, jogou mal e só empatou com o Goiás. E no dia da festa do título, saiu perdendo para o Grêmio, na tarde em que a zaga dormiu e o goleiro Bruno bateu roupa. Mas veio o gol do campeonato, e ele não foi do Ronaldo Angelim. Foi do Pet, que antes de ser substituído cobrou o escanteio na cabeça dele. E comemorou sozinho, deitado no chão após uma cambalhota longe das câmeras.

É uma bela história, mas que não deixa também de ser inusitada e fora dos padrões. O craque do Brasileirão é estrangeiro, tem 37 anos, e só voltou ao país exclusivamente após um acordo para renegociar o que lhe devem. Acrescentando o fato de Adriano tirar do bolso o dinheiro para pagar salários atrasados dos colegas, e suas peripécias ao longo do ano, o título do Flamengo tem a cara do jeitinho brasileiro, que tenta se virar para fazer a coisa dar certo. Tem a cara do povão, que agora é a cara de Petkovic.

Torcedores de outros clubes certamente estão chateados com o título do Flamengo, mas todos devem agradecer ao Pet. O sérvio que veio dar mais brilho ao futebol brasileiro.

Brasileirão: o melhor campeonato do mundo

Os melhores jogadores do mundo estão na Itália, Espanha, e Inglaterra. Mas o melhor campeonato de futebol do mundo é o brasileiro. E 2009 provou que a única coisa que faltava para o sucesso dos pontos corridos era o equilíbrio das equipes.

É verdade que o nível das equipes caiu, mas o equilíbrio matou os torcedores do coração. No mata-mata, só duas torcidas estariam aflitas pelo Brasil no último domingo. Ontem eram quatro acreditando no título: Flamengo, Inter, Palmeiras e São Paulo. E outros quatro, Botafogo, Coritiba, Santo André, e Fluminense, lutando para não cair para a Série B.

Além de consolidar os pontos corridos, por mais que ainda alguns insistam no contrário, o domingo mostrou também que jogador de futebol é profissional e não cai na conversa de torcida. O Grêmio, titular o reserva, jamais faria corpo mole com o Flamengo (apesar de marcar dois gols, a defesa do Mengão fez mais corpo mole lá atrás que os gaúchos). O time principal poderia ter dado mais trabalho, mas os novatos queriam calar o Maracanã.

E vem cá: é melhor ser lembrado como jogador do time que entregou o jogo ou como o cara que fez o gol naquela partida decisiva?

O que não foi lorota nesse torneio foi a campanha do Avaí. Enquanto quatro que disputavam o título trocaram de técnico, os catarinenses seguraram Silas. Não tinham grandes craques, apenas bons jogadores, e ficaram na sexta posição, à frente do Atlético/MG, que um dia foi líder, e do badalado Corinthians de Ronaldo. Com um ou dois nomes de peso, poderia ter ido mais longe.

Ao Sport faltou equilíbrio após a Libertadores. Ao Náutico, faltou sorte em alguns momentos, mas tinha mais time que outros rebaixados. Aos nordestinos, resta que Ceará e Vitória não nos decepcionem em 2010.

E resta também esperar que alguns de nossos craques fiquem por aqui. Talvez seja o que falte para o campeonato mais emocionante do mundo também seja o melhor tecnicamente.

Brasileirão 2009: as decepções

O Brasileirão de pontos corridos é assim: você arma seu time para toda a temporada, se esforça para manter a base e o treinador, traz alguns reforços, e depois é só correr para o abraço.



Rodadas atrás era tudo o que se esperava do Palmeiras. Aliás, desde o início do ano era o que se esperava do melhor time brasileiro na Libertadores, que contratou Obina ainda sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, e o fez fazer gols. Ontem, o Verdão dependia do ex-treinador, hoje no Santos, fazer seu time ganhar do Cruzeiro...

O cenário era lindo, mas tudo desmoronou. No final das contas, Obina deu início a um novo jejum de gols, só encerrado quando o time já lutava para voltar a disputar o título. Lesionado, Cleiton Xavier fez uma baita falta. Perder para todos os candidatos ao rebaixamento virou rotina. Perdeu até para o Botafogo na última rodada. De líder com folga, o Verdão virou quinto, e nem para a Libertadores vai. O Atlético/MG também fez coisa parecida, mas não gerou tanta expectativa quanto o time paulista.

Vai ter palmeirense botando culpa na camisa azul, que foi feita mais por uma questão de patrocinador do que para homenagear os tempos de Palestra Itália. Na verdade, o Palmeiras perdeu para ele mesmo, e foi a decepção de 2009. Só não frustrou mais por conta do golaço de Diego Souza do meio da rua contra o Atlético Mineiro.

Gaspar Nóbrega/Vipcomm



E só não frustrou mais também porque o Hernanes joga no São Paulo. De volante candidato à seleção brasileira, um dos melhores jogadores de 2008 se apagou. O São Paulo poderia ter sido campeão se ele tivesse o rendimento da campanha do hexa.

E nessa lista, o Palmeiras foi candidato até a pior torcida. Mas perdeu na última rodada para a do Coritiba, que deveria ter vergonha na cara e voltar hoje ao estádio Couto Pereira para ao menos limpar a bagunça da guerra campal de ontem.

Carioca torce duas vezes pelo Flamengo domingo

Quem perdeu a chance de ir para o Macaranã no domingo, poderá torcer pelo Flamengo duas vezes.

Antes de Flamengo e Grêmio pela última rodada do Brasileirão, vai rolar Flamengo e Pinheiros pelo Novo Basquete Brasil.

Quem for ao basquete na Barra da Tijuca verá a partida  às 13h (de Brasília). E o torcedor poderá permanecer no HSBC Arena para conferir Flamengo e Grêmio às 17h, em jogo que será transmitido em um telão de 75 metros quadrados Full HD.

Sem contar o DJ para animar os torcedores no intervalo.

A ideia é boa. O esporte também precisa aproveitar as oportunidades. Que sirva de exemplo.

Adriano e Pet já se deram bem...

Maurício Val/Vipcomm

O Flamengo treina em Teresópolis, onde também está a seleção brasileira feminina de futebol.


Tão felizes, né?

Gol do meio do campo vale mais de R$ 1 milhão na Espanha

Ele não é o Diego Souza, mas fez um golaço e levou uma bolada!

Tá, não foi um golaço como o do Diego Souza. Mas valeu mais de R$ 1 milhão.

A promoção "La jornada de tu vida" do BBVA, banco que patrocina o Campeonato Espanhol, premia seus clientes no intervalo dos jogos do torneio.

Miguel Ramón Rubio é de Valencia. Casado, pai de dois filhos, foi sorteado com outros três para tentar um chute do meio do campo no jogo entre Xerez e Barcelona. Antes dele, dois concorrentes acertaram a trave. O gordinho chutou fraco, a bola quase não chega na grande área. Mas entrou.

Veja o vídeo do gol aqui!

O prêmio normal de 240 mil euros estava acumulado, e Miguel levou 480 mil, mais ou menos R$ 1,23 milhão. Promoção dessas não se vê no Campeonato Brasileiro.

No jogo de ontem, o Barça venceu por 2 a 0.

Paraolímpicos também têm votação para melhor do ano

Quando o piauiense Antônio Delfino foi escolhido melhor atleta paraolímpico do ano de 2005, o Prêmio Brasil Olímpico foi entregue após a votação dos especialistas. Em 2009, tudo mudou.

Pelo segundo ano consecutivo é realizado o Prêmio Brasil Paraolímpico, promoção do Instituto Superar. Agora, a votação é popular e acontece no site www.institutosuperar.com.br. Além dos melhores atletas e equipes do paradesporto de 2009, você também elege as melhores reportagens do ano .

O prêmio tem a chancela do Comitê Paraolímpico Brasileiro. Os vencedores serão conhecidos na festa de premiação no Rio de Janeiro, dia 8 de dezembro.

Flu x LDU: Eu quase vi o milagre

Mas quase no esporte é coisa de quem fez um pouco menos.



E o Flu fez muito no Maracanã. Mas fez pouco no Equador. Não adianta culpar a altitude pelo jogo anterior, e nem reclamar de lentidão do árbitro na partida de volta do Rio de Janeiro. O time carioca não fez na primeira da final o básico marcar cada jogador, e marcou por zona. Na altitude, todo chute de longe era um petardo. E a LDU venceu por 5 a 1. E foi pouco.

No nível do mar, a LDU mostrou que é um time que depende do mando de campo, e podia ter perdido de mais que 3 a 0. Isso já bastaria ao Fluminense, mas o time do Equador mereceu o título por ter sido mais eficiente. Usou o que podia: altitude, regulamento, jogo de ida em casa. Foi mais sábia, e também tinha um time melhor que o brasileiro.

No entanto, a LDU pode sonhar, contratar, inventar, mas não consegue uma torcida como a do Fluminense. Não é todo torcedor que vai receber seu time no aeroporto depois de tomar 5 a 1 e ainda aplaudir. A torcida tricolor não deu um exemplo: deu uma aula, que alguns palmeirenses deveriam assistir.

O problema é que o sofrimento tricolor ainda não acabou. Ao menos é preciso esperar empate com o Coritiba para se garantir na Série A. Tanto amor em meio ao sofrimento faz da torcida do Flu a melhor do Brasil no momento - que me desculpem os flamenguistas.

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