Cidadeverde.com

Sul-Americano de Badminton no Piauí? Sim!

Uma boa notícia para começar o dia.

Depois de retornar da Colômbia, onde os piauienses conseguiram cinco medalhas no Sul-Americano Júnior no fim de novembro, o presidente da Federação de Badminton do Piauí me contou uma bomba. Francisco Ferraz se acostumou a me dar boas notícias, mas essa foi demais.

O Brasil foi confirmado como sede do Sul-Americano Júnior de 2010. Empolgada com a primeira medalha de ouro individual de um nordestino no torneio, do teresinense Vinícius Evangelista, a Confederação Brasileira perguntou para o Ferraz: "vocês podem sediar esse Sul-Americano no Piauí?"

- Eu disse que sim! Eu sou louco, sempre me meti a fazer o que muitos duvidavam. Vamos lutar pra fazer!

Perceberam o tamanho da responsabilidade? Alguém aí lembra do Piauí ter sediado alguma competição oficial internacional de esporte olímpico? Só o Piauí Open Tênis, no ano passado, que deu pontos no ranking mundial aos vencedores.

O Brasil quer, o Piauí também. Então, tudo certo? Ainda não.

Faltam quadras oficiais de Badminton no país. Imagine no Piauí. Um ginásio precisa ser adaptado, talvez o do Sesc Ilhotas, já usado para torneios regionais. Para se ter uma ideia, como a peteca voa alto, a iluminação no teto precisa ser revista.

E tudo isso precisa ser feito para uma inspeção internacional, que irá verificar a estrutura da cidade para dar aval ao torneio. Teresina deverá receber uns 200 atletas de 10 países. Hotéis lotados por uma semana.

Hora de buscar apoios, trabalhar, e torcer. O trabalho feito no Piauí já merece isso.

Judô no Japão... Nível elevado ao cubo

Madruguei. Acabo de ver o primeiro dia lutas do Campeonato Japonês de Judô.

Ops, do Grand Slam de Judô de Tóquio. É que são tantos japoneses nas finais que mais pareceu um campeonato local.


Repare no olhar de desespero do de azul levando a queda do japonês... Sem chance

A Federação Internacional organiza quatro Grand Slams por ano, um deles no Brasil, e todos com muitos pontos no ranking mundial. Em cada um deles, o país sede tem direito a inscrever quatro atletas.

Nesta sexta-feira, foram quatro categorias, com quatro japoneses campeões e dois vice-campeões  (sim, duas finais entre japoneses). Dos 16 que foram ao pódio, 10 estavam em casa.

Maria Suelen (acima de 78kg) não passou da primeira luta. Mayra Aguiar (até 78kg), também. Felipe Kitadai (até 60kg), a mesma coisa. Leandro Cunha (até 66kg) ainda  venceu duas e foi para as oitavas-de-final. Perdeu para um japonês.

E não é só isso. Como os japoneses estão brigando para ver quem fica na dianteira do ranking para representar o país nas Olimpíadas de 2012, o nível das lutas está muito alto. Muito mesmo. Isso sem contar o prêmio de 5 mil dólares ao campeão...

Aposto em Sarah Menezes no pódio. Final, talvez. Título, também é possível. Mas vai ser muito difícil. E nada nunca foi fácil, não é mesmo?

As lutas da categoria até 48kg começam às 3h30 da manhã (horário de Teresina), na madrugada de sábado para domingo. O Sportv transmite.

Momento cruel nos gramados: sair do campo para "ir ao banheiro"

A vítima do chamado da mãe natureza foi o goleiro alemão Jens Lehmann. Na quarta-feira, o seu Stuttgart jogava contra o Unirea Urziceni, da Romênia, pela primeira fase da Liga dos Campeões da Europa. O alívio dele veio atrás da placa de publicidade. O da torcida, só depois que ele voltou para o gol, pois o time adversário estava atacando.

Vitória de 3 a 1 para o Stuttgart.
 

Beba, meu filho. Cerveja, pode.

Corinthians, Palmeiras, Santos, e São Paulo lançaram o G4 na última quarta-feira.

Antes que algum torcedor de outro clube levante a mão, eu concordo: vamos deixar de chamar o grupo dos quatro primeiros colocados dos campeonatos de G4 para não confundir a coisa.

A parceria é milionária e vai render aos clubes uma bolada paga pelos patrocinadores. O acordo vai até 2014.

Na camisa que une os clubes, logomarcas de refrigerante e cerveja. E o pedido de todos para que bebidas leves, como cerveja e champanhe, sejam liberadas nos estádios. Tudo abençoado pelo padre Marcelo Rossi.

Luiz Pires/Vipcomm


"As bebidas fermentadas são toleradas pela igreja. O problema está nos destilados", disse o padre.

Essa parte não pegou bem. Não mesmo. Autoridades em segurança já criticam. Se o G4 nasceu querendo mostrar seu poder, pode ter se exaltado um pouco.

Agora, em verdade vos digo: adianta proibir cerveja no estádio para diminuir a violência se o cara bebe todas na barraquinha do lado de fora?

O Piauí no Museu do Futebol em Sampa

Fotos: Fábio Lima/Cidadeverde.com


Essa placa está no setor de curiosidades do Museu do Futebol, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Lugar que deve ser visitado por quem gosta ou não do esporte.

O Piauí é lembrado por esse momento "trágico", e ainda com placas dos clubes que disputaram a primeira divisão do Campeonato Brasileiro: River, Flamengo, Piauí, e Tiradentes. A ficha completa conta com o hino e grito de guerra, informações básicas, e principais jogadores, no tópico "Ídolos de todos os tempos".

River- O grito na ficha é "Riiiver... Riiiver...". Os jogadores lembrados são Sanatiel (zagueiro anos 50), Ildefonso (centroavante, anos 50), Honorato Motorzinho (centroavante anos 60), Tassu (atacante anos 60 e 70), e Sima (atacante anos 70 e 80).

Piauí- O grito na ficha é "Pi-au-í... Pi-au-í...". Sima, Aníbal (meia nos anos 70 e 80, que foi técnico do 4 de Julho em 2009), e Catica (anos 80) são os jogadores lembrados.

Flamengo- "Megão! Mengão!" é o grito na ficha. Os ídolos listados são Sanatiel (zagueiro nos anos 50 e 60), Dias Pereira (meia dos anos 80 que chegou a treinar o clube anos depois), Joniel (ponta-direita dos anos 80), e Sílvio Madona (atacante herói do título de 2003).

Tiradentes- O grito? "Ti-ra-dentes!" (tão de brincadeira, né?). Ídolos: Sima, Sabará (meia, 1983), Hélio Rocha (meia, 1983) e Etevaldo (atacante, 1982 e 1990).

Qualquer contestação, falar com a direção do Museu.

Relíquia de colecionador

A CBF divulgou hoje a visita do técnico Carlos Alberto Parreira ao presidente da entidade, Ricardo Teixeira.

A estrela do encontro foi uma revista rara. Parreira levou para a CBF uma edição especial da final da Copa do Mundo de 1958, a primeira que conquistamos. Segundo Teixeira, o presente ficará guardado no museu da CBF.

Detalhe: autografada por todos os jogadores brasileiros. E ao invés de só Pelé, o Rei assinou antes Edson Arantes, conforme o grifo em vermelho.






Meligeni larga raquete e vira sushi man

A tragédia da culinária foi anunciada, e documentada em vídeo, no blog do nosso ídolo do tênis:http://blogdofininho.blog.uol.com.br/

"A minha linda esposa decidiu comprar as coisas para faz comida japonesa. Compramos tudo, todos os ingredientes e apetrechos.Só esquecemos do mais importante. Saber fazer." [+ veja mais aqui]



O blog do Fininho é um dos melhores do esporte nacional. Divertido, irreverente como ele é, e com comentários precisos sobre os principais torneios de tênis do mundo. E ele ainda abre espaço para mostrar sua intimidade, e de como grandes atletas podem inventar novas formas geométricas para o sushi.

Piauienses na Pampulha 2009 - Resultados

A Volta da Pampulha aconteceu no último domingo, dia 6, em Belo Horizonte/MG.

No masculino, o queniano Nicholas Koeck venceu com o tempo de 52min48. O melhor brasileiro foi Franck Caldeira, terceiro com 52min59.

O melhor piauiense nos 17,8 quilômetros em torno da lagoa da Pampulha foi Domingos Nonato da Silva, irmão da corredora Cruz Nonata. O atleta da equipe Asic/Maranata foi o 12º colocado com o tempo de 55min06. José Teles de Sousa (Mizuno/Pinheiros) foi o 21º com 56min12.


Petkovic: enfim, campeão brasileiro

Ninguém merece mais o título de campeão brasileiro do que Petkovic. Merece mais até que o próprio Flamengo, que ainda lhe deve milhões em salários atrasados, e devia hoje pagar tudo de uma vez em agradecimento.

Maurício Val/Vipcomm


Todas as homenagens são justas, e até poucas. Não estamos falando de um jogador do Flamengo. É o jogador estrangeiro mais brasileiro que existe. Craque que havia sumido do mapa após passagens por vários clubes do país, mas sem conquistar o título máximo do nosso futebol. Encerrar a carreira sem isso no currículo seria um pecado.

Adriano estreou na quarta rodada, mas não fez o time engrenar. Cuca durou 13 rodadas, e lá veio o eterno tapa buraco Andrade, que deixou de ser step. Na 21ª rodada, 3 a 0 para o Avaí, e Mengão na 14ª posição. Sem a chegada de Pet, outro treinador do eterno rodízio carioca, como Renato Gaúcho ou Joel Santana, certamente seria chamado. E a torcida rubro-negra, que já tinha se acostumado a acreditar em uma vaga na Libertadores, pode sonhar mais alto.

Pet foi fundamental nos jogos que decidiram o título de um campeonato tão equilibrado por equipes que foram apenas medianas ao longo do ano. O Flamengo foi com dois pontos de vantagem sobre os adversários na última rodada por ter ganho esses pontos sobre eles. Na 29ª rodada, show do Pet e vitória sobre o São Paulo. Na 30ª rodada, gol olímpico no Parque Antártica e a confirmação da queda do Palmeiras. Isso sem contar o empate sem gols fora de casa contra o Inter na 26ª rodada.

Ainda assim, o Flamengo, tal qual os demais que mostraram não ter um time com pinta de campeão, deu sua contribuição para equilibrar o campeonato. Sem Pet, perdeu para o Barueri. Com festa pronta no Maracanã, jogou mal e só empatou com o Goiás. E no dia da festa do título, saiu perdendo para o Grêmio, na tarde em que a zaga dormiu e o goleiro Bruno bateu roupa. Mas veio o gol do campeonato, e ele não foi do Ronaldo Angelim. Foi do Pet, que antes de ser substituído cobrou o escanteio na cabeça dele. E comemorou sozinho, deitado no chão após uma cambalhota longe das câmeras.

É uma bela história, mas que não deixa também de ser inusitada e fora dos padrões. O craque do Brasileirão é estrangeiro, tem 37 anos, e só voltou ao país exclusivamente após um acordo para renegociar o que lhe devem. Acrescentando o fato de Adriano tirar do bolso o dinheiro para pagar salários atrasados dos colegas, e suas peripécias ao longo do ano, o título do Flamengo tem a cara do jeitinho brasileiro, que tenta se virar para fazer a coisa dar certo. Tem a cara do povão, que agora é a cara de Petkovic.

Torcedores de outros clubes certamente estão chateados com o título do Flamengo, mas todos devem agradecer ao Pet. O sérvio que veio dar mais brilho ao futebol brasileiro.

Posts anteriores