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"Stallone não queria atuar em Ajuste de Contas", afirma Robert De Niro

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Histórias paralelas se encontram e se transformam em um enredo nostálgico. Rocky Balboa, que teve seu debut na década de 1970 em Rocky, e Jake La Motta (de Touro Indomável, 1980) estão de volta ao cinema e, agora, juntos. Claro, não são os personagens exatamente, mas é impossível não fazer a referência ao pensar em Sylvester Stallone e Robert De Niro lutando boxe no longa Ajuste de Contas, que estreia nos cinemas brasileiros nesta sexta-feira (10).  


“Quando me vi de luvas, em movimentos de um lado para o outro, é claro que aquela época me veio à cabeça”, contou Stallone ao Terra, em entrevista concedida em Nova York. Não é por menos. Foi na pele do boxeador Rocky que o astro, ainda musculoso aos 67 anos, alcançou o estrelato, no longa que roteirizou e protagonizou.

De Niro, 70 anos, por outro lado, não se apoiou no pugilismo por muito tempo na carreira, já que atuou em apenas um longa com o tema. Mas ainda hoje ele tem boas lembranças da experiência - sem contar o Oscar que conquistou pelo papel de La Motte, em Touro Indomável, segunda e última estatueta da Academia que recebeu em sua carreira.

Agora, Stallone é Henry "Razor" Sharp, enquanto De Niro, Billy "The Kid" McDonnen, velhos rivais que permaneceram por anos empatados como boxeadores de elite e, após 30 anos de uma espécie de "guerra fria", resolvem se reencontrar no ringue para decidir, enfim, quem é o melhor no ringue.   

"Levei muito tempo para decidir fazer este filme", conta Stallone. "Acho que queria preservar o Rocky e, por isso, pensei por mais de um ano. Mas De Niro me ligou e me convenceu que poderia ser algo bacana.” 

A rivalidade não se limita ao ringue fictício da trama. No auge de suas carreiras, em 1977, os dos dois atores disputaram o Oscar por suas atuações nos longas Rocky e Taxi Driver. Na época, o longa de Stallone levou três estatuetas (Filme, Diretor e Edição) - Taxi Driver, nenhuma. Mas, bem longe disso, eles vivem uma relação positiva de parceria, amizade e admiração mútua. Como em 1997, quando contracenaram em Cop Land.

"Foi uma grande experiência e bem diferente da última vez em que trabalhamos, quando eu era um investigador e ele um policial", lembra De Niro, ressaltando também a dificuldade em levar o colega para o projeto. "Foi um longo processo conseguir levá-lo novamente para o mesmo set que eu. Stallone não queria fazer o filme. E eu entendo que ele proteja muito o personagem que construiu nos cinco filmes de Rocky."

"É muito bom podermos olhar pra trás e vermos como, nesses quase 40 anos, tivemos carreiras tão diferentes e conseguimos alcançar o sucesso", continua Stallone. "Lembro que quando estava em cartaz com Rocky, em 1976, vi Taxi Driver e pensei, 'uauuu! Quem é esse cara? É gratificante estar aqui com ele."

Em forma

Para ficar em forma frente às câmeras no ringue, De Niro suou. Academia, personal trainer, alimentação... No total, o astro perdeu quase dez quilos ao longo de três meses de exercícios diários. “Foi difícil e revigorante ao mesmo tempo. Além de uma boa desculpa para voltar a praticar boxe”, brinca De Niro, que fez direitinho a lição de casa, segundo seu colega. "Ele estava em melhor forma do que eu. De Niro vai diariamente à academia e eu fazia quase um ano que estava parado", entrega Stallone.

Dirigido por Peter Segal e com nomes como Kim Basinger, Alan Arkin e Kevin Hart no elenco, Ajuste de Contas traz os personagens repensando o passado e avaliando seus atos, o que deu certo, o que não deu. Algo que, de uma forma ou de outra, marca a realidade de qualquer pessoa com o passar dos anos.

"Se eu mudaria algo (na minha vida)? Que tal tudo?", brinca o eterno Rocky Balboa. "Brincadeira, acho que os arrependimentos e erros ajudam a formar a nossa personalidade e fazem a gente aprender. Acho que não seríamos os mesmos se estivéssemos crescido como a Mary Poppins."


Fonte: terra
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