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Família denuncia excesso de prazo que permitiu liberdade de suspeitos

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Familiares do jovem Thalysson Mateus Osório Holanda, 16 anos, morto no dia 10 de maio, solicitaram à Delegacia de Homicídios empenho para prender novamente os dois suspeitos do crime Francisco Wilson Viana Chaves e Irgor de Araújo Lima suspeitos do crime. A dupla foi presa e apresentada no dia 18 de junho, sendo liberada um mês após ser concluído o prazo da prisão provisória. 

Thalysson Mateus Osório Holanda foi assassinado em uma festa na Usina Santana

Segundo o coordenador da Delegacia de Homicídios, Francisco Costa, o Baretta, o pedido de prisão preventiva havia sido solicitado 10 dias antes da liberação dos acusados. Entretanto, o Ministério Público não representou junto à Justiça.

Bruno Osório, primo da vítima, disse que acionou o promotor João Benigno -responsável pelo caso- um dia antes da prisão provisória expirar. “Eu o procurei pessoalmente, mas ele disse que havia muitos inquéritos na frente e que não podia fazer nada. Era uma sexta-feira e o prazo acabaria no sábado. Ele solicitou na segunda-feira e o juiz Luiz Moura solicitou a preventiva, mas os dois já estavam soltos”, desabafa o primo da vítima. 

Bruno acrescenta que os suspeitos estão foragidos e todas as testemunhas do caso, bem como familiares de Tahlysson, estão com medo. “Todos estamos com essa preocupação e pedimos ajuda da população para encontrá-los. Eles mataram meu primo que era um rapaz estudioso, trabalhador e que faz muita falta”, reitera o primo. 

Bruno Osório  disse ainda que antes de ser recebido pelo promotor,  ouviu este conversando com os advogados dos acusados. “Ele disse que ele podia ir pegar os clientes dele no dia seguinte. Eu não quero acreditar que um representante do Ministério Público tenha feito isso: propositalmente, deixado de fazer a denúncia dentro do prazo. Desconheço essa prática dentro do MP’”, reitera. 

Baretta disse que a soltura da dupla foi recebida com surpresa. “O inquérito estava recheado de informações que mostravam a autoria do crime, sem nenhuma sombra de dúvidas. O delegado Emerson havia solicitado a temporária 10 dias antes de expirar o prazo da provisória. Agora nos vamos dispensar um tempo que poderia ser utilizado para investigar outros crimes, no esforço de prendê-los novamente. Eu não posso acreditar que houve dolo ou má do Ministério Público, porque seria o fim”, disse Baretta. 

O delegado acrescenta ainda que os suspeitos de praticarem o homicídio são ousados e um dia após ganharem liberdade, divulgaram fotos em redes sociais tomando banho de piscina e bebendo uísque.“Eles tiraram a vida de um jovem, atentaram contra vida de mais duas pessoas e ainda ficam zombando da sociedade, mas com certeza vamos pegá-los”, finaliza Baretta. 

Thalysson Mateus Ozório Holanda foi morto com três tiros de arma de fogo em uma festa na Usina Santana, Zona Sudeste de Teresina. O crime teria ocorrido porque um dos suspeitos teria olhado insistentemente para a namorada do jovem, que incomodado, foi tomar satisfação. 

O promotor Benigno Filho declarou, no entanto, ter oferecido denúncia junto à justiça dentro do prazo estipulado, de cinco dias. Segundo ele, o inquérito policial chegou ao seu gabinete no dia 15 de julho e a denúncia foi formalizada no dia 20, portanto dentro do prazo limite.

Ele destacou, contudo, que o inquérito policial não apresentava informações suficientes para que os suspeitos pudessem ser apontados como autores.

"Há imagens que não estão no inquérito policial, eu não tive informações completas. O delegado poderia ter pedido a prorrogação do inquérito para que se tivesse a autoria determinada", informou.

O promotor deixou claro, contudo, que a uma nova denúncia pode ser oferecida e que os suspeitos, embora foragidos, serão julgados pelo tribunal popular do júri e podem ser condenados mesmo não estando presentes. A prisão seria feita assim que os foragidos fossem localizados. 

Relembre o caso

 

 

Flash Carlos Lustosa
Redação Graciane Sousa
redacao@cidadeverde.com

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