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MP entra com ação contra o fechamento do HGV dia 11

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A promotora Joselisse Nunes de Carvalho, coordenadora do Centro de Apoio e Defesa da Saúde do Ministério Público Estadual, impetrou ação na manhã desta sexta-feira (25) pedindo que a urgência e emergência do Hospital Getúlio Vargas não sejam fechados até o dia 11 de agosto, como determinou o governador Wellington Dias nesta semana.
 
O governador determinou que o Pronto Socorro do HGV seja fechado até 11 de agosto e que esse processo terá início na próxima segunda-feira, com a mudança da triagem de pacientes do HGV para o Hospital de Urgência de Teresina - HUT. Isso significaria que o hospital estadual só passaria a receber pacientes depois dos mesmos serem selecionados no Pronto Socorro municipal, enquanto a transferência de pacientes e funcionários seja concluída.
 
Joselisse substitui a promotora Cláudia Seabra no posto enquanto a segunda está de férias. Ela conversou com o Cidadeverde.com e explicou os motivos da ação. Ontem, a promotora esteve na visita ao HGV e aprovou as medidas tomadas, por ter acreditado que havia acordo entre Governo e Prefeitura. Não foi bem o que aconteceu depois, com notícias veiculadas na imprensa.
 
"Fiquei tranqüilizada com a coletiva, mas mais tarde surgiu a notícia com o próprio prefeito em exercício (Elmano Ferrer) dizendo que pessoas iriam morrer com o fechamento do HGV. Nos parceu que a coletiva do governador então não foi tão bem esclarecedora", explicou Joselisse.
 
Na Ação Civil Pública com pedido de liminar, a promotora escreve que "mostra-se evidente que as informações levadas a população sãodesencontradas e não retratam a inteira realizade dos fatos, denotando o risco da transferência abrupta do atendimento de urgência e emergência para o Hospital de Urgencia de Teresina, com o completo fechamento deste mesmo serviço no Hospital Getúlio Vargas".
 
O pedido da promotora é para que o Estado não feche o Pronto Socorro do HGV até que o HUT apresente condições de atender a população, sob pena de multa de R$ 10 mil por dia ao governador e ao secretário de Saúde Assis Carvalho. Também determina que a Prefeitura deixe o HUT em condições plena de funcionamento em 30 dias, sob pena de multa diária ao prefeito Sílvio Mendes e ao presidente da Fundação Municipal de Saúde, João Orlando.
 
Última atualização - 12h40min
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