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EUA vencem e tiram Brasil da final da Liga Mundial

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A equipe que mais causou problemas ao Brasil nos últimos anos voltou a aprontar neste sábado. Maiores algoz na era Bernardinho, os Estados Unidos venceram a sétima partida contra os brasileiros desde que o técnico assumiu o time. A derrota por 3 sets a 0, parciais de 25-23, 25-22 e 27-25, tirou a seleção verde-amarela da final da Liga Mundial de vôlei, disputada no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.



O resultado ainda confirmou a sina de tropeços da seleção quando joga em casa. Na "era Bernardinho", iniciada em 2001, esta é a segunda vez que a equipe não conquista o título da Liga. A outra também aconteceu quando jogou as finais no Brasil. Na ocasião, em 2002, a seleção ficou com o vice-campeonato ao perder para a Rússia em Belo Horizonte.

Eliminado, o Brasil perdeu a chance de disputar sua oitava final consecutiva na competição e terá que adiar o sonho de igualar o número de conquistas da rival Itália. Dona dos últimos cinco títulos, a seleção brasileira brigará pelo terceiro lugar com o perdedor do jogo entre Sérvia e Rússia, marcado para as 13h deste sábado.

Diante do maior algoz brasileiro na era Bernardinho, os anfitriões tiveram que ter paciência no início da partida. O sistema defensivo funcionava bem dos dois lados e as bolas custavam a cair no início do primeiro set.

Embora tenha chegado ao primeiro tempo técnico em vantagem, a seleção brasileira permitiu que os visitantes tomassem a frente do marcador. Mas em boa passagem do ponta Giba pelo saque e presença ofensiva de André Nascimento, o Brasil voltou a comandar a partida (14-13).

Em ace do oposto, que contou com a sorte, os donos da casa abriram dois (16-14). Os Estados Unidos, no entanto, chegaram à frente em momento decisivo da parcial: André Nascimento parou no bloqueio de Priddy.

Os brasileiros mantiveram a perseguição, mas com ataque para fora de Gustavo, que pediu toque do central Millar, os norte-americanos abriram dois pontos e fecharam em 25-23, em ataque paralelo de Priddy.

A lógica do primeiro set seguiu na parcial seguinte e as duas seleções se revezaram na frente no começo. Após a primeira parada técnica, os norte-americanos contaram com a eficiência do bloqueio e os erros brasileiros para disparar.

Ao Brasil restou a função de perseguidor. O técnico Bernardinho tentou mudar a equipe com a entrada de Samuel. Logo em sua primeira bola, o ponta contribuiu com bloqueio que colocou a seleção de volta à partida.

Com um ace de Touzinsky, os EUA abriram cinco pontos de vantagem. A entrada do levantador Bruninho deu mais velocidade à equipe brasileira, mas nem com os pontos de saque de Bruninho e Giba, destaques no fundamento, foram suficientes para impedir a nova derrota no set, desta vez por 25-22, com cravada de Stanaley na diagonal.

O Brasil iniciou a terceira parcial atrás e, desde o set anterior, só retomou a dianteira no oitavo ponto, indo para o tempo técnico em vantagem (8-7). Após ponto de Bruninho, André Heller parou o norte-americano Stanley e os donos da casa abriram dois pontos pela primeira vez no set. A diferença foi mantida, mas Samuel parava constantemente na marcação americana e a melhor opção ofensiva era o capitão Giba.

Com uma bola de fundo de Priddy, os EUA retomaram a ponta do placar. Destaque norte-americano, Stlaney anotou três aces seguidos e novamente o Brasil teve que correr atrás do prejuízo.

Os bons saques de Giba e Dante reanimaram a equipe brasileira, que ainda perdia por 19-18. Mas os visitantes conseguiram a importante vantagem de dois pontos e nem as viradas de bola de Anderson e Dante impediram o revés por 27-25, em dois erros de ataque brasileiro.
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