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Depoimentos de Dantas e De Sanctis agitam Congresso

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Os depoimentos do juiz Fausto Martin De Sanctis e do banqueiro Daniel Dantas prometem agitar a semana legislativa na CPI dos Grampos da Câmara. Os depoimentos fazem parte da estratégia da comissão de utilizar os holofotes da Operação Satiagraha da Polícia Federal para jogar luzes sobre as escutas telefônicas ilegais.

O primeiro a falar será o juiz, na tarde de terça-feira (12). De acordo com o presidente da comissão, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), foi o próprio magistrado quem se ofereceu para comparecer na CPI. De Sanctis deu o mandado de prisão contra Dantas e autorizou as escutas telefônicas da Operação Satiagraha.

Os parlamentares da CPI querem esclarecer dois assuntos com o juiz. O primeiro deles é saber se nesta Operação verificou-se prática de escuta telefônica ilegal por parte de Dantas, que teria contratado a empresa Kroll para monitorar adversários e integrantes do governo.

A CPI deseja saber também se De Sanctis, em decisão judicial, deu uma senha para que o delegado Protógenes pudesse ter acesso a todo o cadastro de assinantes de empresas de telefonia. A maioria dos parlamentares é contra este tipo de autorização "genérica".

O depoimento de Dantas, marcado para quarta-feira (13), é cercado de expectativas. Oficialmente, a CPI convocou o banqueiro para falar sobre a contratação da Kroll, mas inevitavelmente o foco deve ser a prisão de Dantas durante a Operação Satiagraha. Ele é acusado de gestão fraudulenta, tráfico de influência, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha.

No Conselho de Ética da Câmara, será realizada a primeira sessão para audição de testemunhas no processo contra o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (PDT-SP). Será ouvido na quarta-feira o delegado da PF Rodrigo Levin, que coordenou a Operação Santa Tereza.
 
É nesta investigação que o nome de Paulinho é vinculado a fraudes em empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O parlamentar nega envolvimento e vê perseguição política nas denúncias.
 
Com a pauta investigativa cheia, a semana de votações no Congresso ainda é uma incógnita. No Senado três Medidas Provisórias impedem a votação de outros projetos e outras três aguardam leitura em plenário para também trancar a pauta.
 
Na Câmara, o clima é mais ameno depois das votações da semana passada. Apenas uma MP tranca a pauta e os líderes de governo e oposição se reúnem nesta terça-feira em busca de um acordo de votações até as eleições de outubro.


Fonte: G1

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