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Delegado da PF do Piauí diz que grampos não vão acabar

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Em meio à discussão sobre as escutas telefônicas para elucidação de crimes e os grampos clandestinos, o superintendente da Polícia Federal no Piauí, Eriosvaldo Renovato Dias, declarou nesta terça-feira (19) que não acredita no fim dos grampos telefônicos para investigações da PF em todo o país.
 
"Não tem como acabar o grampo. O grampo legal, autorizado, não tem como acabar", declarou. Eriosvaldo disse também que não tem informações sobre grampos clandestinos no Piauí, e não vai comentar sobre o uso de escutas pela PF no Estado. "O Piauí é muito pequeno e não há como comentar investigações em público".
 
Eriosvaldo pretende aguardar as decisões da capital federal, e não quis se posicionar sobre se há exagero da PF nas investigações. Ele disse que a discussão está no âmbito da diretoria nacional da Polícia Federal em Brasília. O superintendente não vê, no entanto, que a ação pelo fim dos grampos enfraqueça a atuação da PF. "Uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas é uma discussão que passa por Brasília".
 
Sobre a não utilização de algemas, Eriosvaldo disse que a decisão do Supremo Tribunal Federal será cumprida. "Não vejo problema. Obviamente, se alguém precisar ser algemado, será algemado nos moldes da súmula do Supremo", concluiu.
 
Yala Sena (flash)
Fábio Lima (da Redação)
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