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Governo vai adotar 'Lei Seca' contra drogas e armas no Piauí

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Alci Marcus explica como funcionará o sistema contra drogas

 
O Governo já trabalha na criação de uma "Lei Seca" contra as drogas e as armas no Piauí. Assim como a lei resolveu ser mais rigorosa com o consumo de bebidas entre os que estão dirigindo, o Estado quer montar uma rede de ações para inibir o uso de armas, prevenir e repreender o uso de drogas, ainda tratar e reinserir os dependentes na sociedade. Uma lei estadual já foi sancionada por Wellington Dias a respeito dos entorpecentes, e o governador quer que todas as pastas da administração estejam envolvidas.

Na última terça-feira (26) foi realizada uma reunião entre vários secretários, que trabalham na elaboração do Sistema Estadual de Políticas Sobre Drogas. "O Piauí terá um sistema de políticas e um órgão maior, o Conselho Estadual. O governador já determinou que a secretária Regina Sousa coordene essas atividades, e vários órgãos já apresentaram o que podem fazer a respeito", disse Alci Marcus, da Coordenação de Direitos Humanos do Estado. Uma nova reunião já está marcada para os próximos dias.

A lei que cria o Sistema foi promulgada no dia 24 de julho. Com ela, o Governo aponta que as drogas e armas são os dois fatores que mais contribuem para violência. Por isso, um projeto piloto já está sendo elaborado para o que seria a "Lei Seca" das drogas. "Queremos uma política de controle de armas igual a do álcool", acrescentou Alci. Sobre o sistema anti-drogas, tudo estará concluído até o fim e novembro. Até pastas menos envolvidas diretamente com o combate a entorpecentes, como a secretaria de Planejamento, estão envolvidas.

Operação COPIPA
Alci Marcus declarou que as ações do Sistema Estadual de Políticas Sobre Drogas já estão em atividade. Ele afirmou que a prisão de 14 pessoas na Operação COPIPA, que investiga o tráfico de drogas entre o Piauí e Pará, é resultado das primeiras reuniões. "Isso é parte de um sistema de repreensão que está sendo aperfeiçoado. Você pode estar certo que teremos mais operações e prisões em breve", concluiu o coordenador.

Fábio Lima
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